quarta-feira, 16 de março de 2011

Patrimônio Histórico de Pouso Alegre

Patrimônio tombado e registrado no IEPHA
Fontes:
Secretaria Municipal de Cultura
Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Pouso Alegre
Dos 23 bens protegidos por tombamento pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pouso Alegre, 13 são registrados no IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais). Os registros foram feitos em abril de 1999 pelo Decreto Municipal nº 2349. São eles:
Teatro Municipal
Antiga Estação Ferroviária
Casa dos Junqueiras
Clube Literário e Recreativo
Conservatório de Música JKO
E.E.Dr. José Marques de Oliveira
E. E. Monsenhor José Paulino
Fórum Orvieto Butti
Palácio Episcopal
Obelisco de N. S. Conceição
Fonte Luminosa Independência
Circuito Estrada de Ferro Sapucaí
Estátua Bandeirante Fernão Dias

Teatro Municipal




Construção em estilo neoclássico, o atual Teatro Municipal de Pouso Alegre já abrigou um cinema, uma loja de móveis, uma rádio e uma cadeia. Suas obras foram iniciadas em 1873, a pedido da Sociedade União e Progresso, sendo o seu construtor de nome desconhecido. Foi inaugurado em 1875 pela Associação Dramática de Pouso Alegre constituída por jovens amantes das artes cênicas que, posteriormente, o doaram ao Município. Durante décadas serviu à Companhias de Óperas e Operetas vindas de São Paulo e aos grupos liderados pelo médico e dramaturgo Dr. Coutinho. Em 1930 foi alugado à Rádio Clube de Pouso Alegre. Em 1940 funcionou como cinema: Cine Íris e Cine Progresso. Em 1960 abrigou, provisoriamente, a cadeia pública e a delegacia regional sob o comando do delegado Eduardo A. Barbosa. Em 1971, suas dependências passaram a ser utilizadas por uma loja de móveis. E, somente em 1978, após reforma, ampliação e modernização de seus equipamentos, retornou às atividades culturais. Foi declarado Patrimônio Histórico de Pouso Alegre e protegido por tombamento pelo decreto nº 2349 de abril de 1999.

Estação Ferroviária






A estação de trem como era conhecida foi uma espécie de referencial para quem cruzava o Centro de Pouso Alegre em direção à Rodovia Fernão Dias, no sentido a São Paulo. Essa história começou em 1887, quando o Governo Mineiro contratou C. Euler Jr. e R. Castro Maia para construir uma estrada de ferro com ponto de partida na estação de Soledade de Minas e terminal em Sapucaí. Para servir ao movimento de passageiros foi construída a Estação de Pouso Alegre. Sem estilo definido, o prédio da estação, nada mais era do que uma construção útil para atender e dar conforto aos passageiros. Possua uma plataforma de embarque, uma sala para o telégrafo, bilheteria, um amplo armazém que abrigava a carga que seria despachada ou recebida, sala de espera e sanitários masculino e feminino. Depois de desativada a ferrovia, o prédio funcionou como armazém. Em 1988 foi reformado e adaptado para abrigar a “Casa da Cultura Menotti Del Picchia”, tendo funcionado ali uma galeria de artes plásticas, a Secretaria Municipal de Cultural e a biblioteca municipal “Prisciliana Duarte de Almeida”. Atualmente o prédio é utilizado como o Centro de Convivência do Idoso. O tombamento da estação ferroviária ocorreu em 1999 com o decreto nº 2349/99.

Casa dos Junqueiras
Situado num ponto nobre de Pouso Alegre, o antigo casarão, além da pompa arquitetônica distinta dos padrões clássicos é palco de lendas e contos de rodas de amigos e historiadores da cidade. Entre essas histórias, conta-se que em suas janelas viam-se pessoas de fisionomia fina e bucólica, parecendo personagens tiradas de um quadro. Raramente eram vistas por suas regras de convivência social, discrição familiar ou ainda por razões pessoais que aumentavam o interesse de curiosos. A casa ocupa quase um quarteirão em uma rua central. Na fachada há pinturas que reportam ao leito do Mandu, rio que corta a cidade e era usado por canoeiros que vinham para cá trazendo famílias de imigrantes. Após abrigar, por gerações, os descendentes dos Junqueiras, o casarão se transformou em logradouro do Poder Público Municipal, tendo abrigado, nos anos 90, a sede da Secretaria Municipal de Educação com seus diversos departamentos do setor de ensino. Também já foi utilizado pela Secretaria de Bem Estar Social e pela Fundação Promenor. O tombamento ocorreu em no ano de 1999 através do decreto nº2349.

Clube Literário e Recreativo 



Referência cultural e artística no Município, o Clube Literário e Recreativo de Pouso Alegre ficou conhecido como o ponto de encontro dos poetas, historiadores e amantes da cultura literária. Foi inaugurado em 7 de abril de 1926 e teve como idealizador e primeiro presidente o Coronel Joaquim Mariano Campos do Amaral. O prédio ainda guarda traços de sua arquitetura quase centenária nos lustres internos, nas escadarias e no salão, que já foi palco de grandes e tradicionais bailes sociais e carnavalescos. O tombamento também ocorreu em abril de 1999 com o decreto nº 2349.

Conservatório Estadual de Música JKO 






A história desse patrimônio começa em 1902, com a chegada, a Pouso Alegre, das primeiras Irmãs Vicentinas do Coração de Jesus, ordem religiosa francesa, que fugiam da febre amarela que assolava o Estado de São Paulo, onde residiam. Foram elas as fundadoras do primeiro colégio feminino de Pouso Alegre, o Colégio Santa Dorotéia, instalado, inicialmente, em uma chácara. A construção do prédio na Rua Francisco Sales teve início em 1913. Cinco anos depois acontecia o lançamento da pedra fundamental da obra. A inauguração ocorreu em 1919. Anos mais tarde, em setembro de 1978, o prédio se tornaria o Conservatório de Música da Cidade. Em 1987 o prédio foi destruído por um incêndio. Foi reconstruído e sua reinauguração ocorreu no dia 10 de agosto de 1994. O prédio de estilo neoclássico possui quatro andares, com 3.943 m2 de área construída. Foi tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico pelo decreto nº 2349 de abril de 1999.

Escola Estadual Dr. José Marques de Oliveira


Durante décadas, as dependências do Colégio Estadual, como é conhecido, foram utilizadas pelo Seminário Diocesano. O lançamento da pedra fundamental para a construção ocorreu em 29 de dezembro de 1925 e inaugurado em 1927. Em 1969 o Seminário foi transferido para o bairro São Geraldo. Foi então que D. José D’Ângelo Neto, arcebispo de Pouso Alegre, vendeu o prédio, situado à rua Bueno Brandão, à Escola Estadual Dr.José Marques de Oliveira.O prédio de arquitetura eclética ainda conserva em seu interior, logo no hall de entrada, uma escada de madeira feita artesanalmente por carpinteiros italianos. O tombamento ocorreu em abril de 1999 sob o decreto nº 2349.

Escola Estadual Monsenhor José Paulino





Primeira escola construída no Município, a Escola Estadual Monsenhor José Paulino ou “Grupo Escolar de Pouso Alegre”, mantém-se firme, no mesmo prédio, construído no Centro da cidade.  Foi criado, por decreto, em 16 de dezembro de 1906, pelo vice-presidente do Estado de Minas Gerais Júlio Bueno Brandão. A inauguração ocorreu em 06 de agosto de 1912. O nome do patrono foi escolhido, após a criação da escola, em homenagem ao reverendo “José Paulino de Andrade” que foi vigário e ecônomo de Pouso Alegre e se dedicou fervorasomente à educação. Mesmo depois de passar por reformas, no final da década de 70, a Escola Monsenhor José Paulino mantém sua arquitetura antiga, presente, sobretudo, na estrutura externa. Seu tombamento ocorreu pelo decreto nº 2349 de abril de 1999.
        
Fórum Orvieto Butti 



Inaugurado em 20 de janeiro de 1923, construído por iniciativa do Senador Eduardo Amaral, o prédio do Fórum de Pouso Alegre tem um aspecto externo que lembra as clássicas construções seculares pela decoração e arquitetura, a união perfeita de estilo e tradição. A planta e construção do prédio são de autoria do engenheiro Mário Gissoni. Suas dependências foram utilizadas, até o ano de 1981, pela Câmara Municipal da cidade. Com arquitetura eclética e o estilo barroco, o Fórum foi tombado como patrimônio histórico em abril de 1999 através do decreto nº 2349.

Palácio Episcopal 




De estilo simples, despojado, primando pela simetria dos detalhes, o Palácio Episcopal foi inaugurado em 10 de agosto de 1922. Custou 85 Contos de Réis. Abrigou bispos e arcebispos que atuaram na diocese e, mais tarde, Arquidiocese de Pouso Alegre. Seu primeiro habitante foi D. Otávio Chagas de Miranda que autorizou sua construção em substituição à antiga residência e onde funciona hoje o Colégio São José. Construído em meio a um amplo Jardim, ocupa um quarteirão inteiro e nunca foi um espaço aberto à visitação. Residência oficial dos arcebispos de Pouso Alegre, o Palácio Episcopal foi tombado pelo decreto nº 2349 de abril de 1999.

Obelisco de Nossa Senhora da Conceição





Inaugurado em 08 de dezembro de 1904, na Praça Senador José Bento, em homenagem ao 50º aniversário da Proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, o Obelisco também simboliza toda uma geração de jovens pousoalegrenses apaixonados. Foi ali, sob a proteção da Santa “Nossa Senhora dos Namorados”, que muitos casais se conheceram. E mesmo com o tempo que acabou desgastando a imagem, ela permanece, em meio ao progresso, Abençoando aqueles que buscam a sua proteção. Data do tombamento: abril/99, decreto nº 2349.

Fonte Luminosa Independência 





Construída em 1935, na gestão do então prefeito Dr. José de Paiva Coutinho, a fonte luminosa foi projetada e idealizada por Antônio Correa Beraldo. Antes, em seu lugar, havia um chafariz. Conta a história que o Chefe do Executivo da época permitiu o projeto com uma condição: caso desse certo, seria doada ao Município, mas se não funcionasse, seu idealizador reconstruiria o chafariz. Sua inauguração ocorreu em 09 de setembro de 1935. Desde a década de 30 a fonte integra o cenário sócio cultural e artístico de Pouso Alegre, passando por longos períodos de desativação. A fonte funciona, até hoje, impulsionada por uma engrenagem totalmente artesanal. É um pedaço expressivo da história que encanta o povo com suas luzes multicoloridas. Data do tombamento: abril/99, decreto nº 2349.

Circuito Estrada de Ferro Sapucaí – BR 459





Datada de 1895, a chegada da ferrovia a Pouso Alegre trouxe para o Município o progresso que também se seguia pelo resto do país. Durante 60 anos, até por volta de 1955, a cidade desconhecia outro meio de transporte. Desde a abertura da Rodovia Fernão Dias, na década de 60, o transporte ferroviário perdeu força e seus 268 quilômetros entre as cidades de Soledade, em Minas Gerais, e Sapucaí, em São Paulo não representam mais o alvorecer discreto, deixado a cada parada ou o apito do velho trem de ferro. Em 1986, um pequeno grupo de pessoas, então ressuscitou a tradição, quase esquecida da Maria Fumaça. Na época havia poucos resquícios dos trilhos, mas a Associação Pró Ferrovia, através de um abaixo assinado com 20 mio assinaturas, essa parte da memória da cidade. Mas apesar dessas manifestações, em 1987 os trilhos foram retirados. Em 1989, a Associação conseguiu manter um trecho de três quilômetros indo do Km 174 ao Km 177, nas proximidades do entroncamento que liga a BR 359 à Rodovia Fernão Dias. Iniciou-se, então, a recuperação e reinstalação dos trilhos. Em 97 a prefeitura adquiriu oito mil dormentes, fornecendo mão de obra, além de intervir nas negociações com a Superintendência de Rede Ferroviária Federal, resultando na doação de 4 vagões (3 de passageiros e um vagão restaurante) e uma locomotiva. Data do tombamento: abril/99, decreto nº 2349.

Escultura do Bandeirante Fernão Dias




Com aproximadamente 20 metros de altura, a estátua foi toda esculpida em granito por um artista carioca de nome desconhecido. Duas carretas transportaram a estátua dividida em três partes (cabeça, tronco, membros) de Parada de Lucas, RJ, para Pouso Alegre. Ela foi erguida em 1962 na Rodovia que leva o nome do Bandeirante. Apelidada de “bonecão” pelos operários, engenheiros e chefes do DNER, na época, a imagem é vista por quem chega ao Trevo da Fernão Dias com o olhar voltado para o horizonte à procura de esmeraldas, caracterizando a personalidade daquele que ficou conhecido com “indomável senhor das esmeraldas”. Data do tombamento: abril/99, decreto nº 2349.

Outros bens protegidos por tombamento
Pouso Alegre ainda possui outros 10 bens tombados pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, mas não são registrados no IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais).
São eles:
Catedral Metropolitana do Bom Jesus
Santuário do Imaculado Coração de Maria
Capela de Santa Dorothéa
Capela de Santa Terezinha
Capela de São Benedito
Capela de Nossa Senhora de Fátima
Bens da Zona Militar (Capela de Nossa Senhora Aparecida e caixa d’água de metal)
Igreja de São José
Lira Pousoalegrense
Árvore Grande

Catedral Metropolitana do Bom Jesus











No local onde hoje se encontra a Catedral houve duas edificações religiosas: a antiga Capela do Senhor Bom Jesus, inaugurada em 1802 e demolida em meados do século XIX e outra matriz de estilo neoclássico inaugurada em 21 de novembro de 1857 pelo pároco Barnabé José Teixeira de Andrade. Na década de 30, ergueu-se no lugar uma nova Catedral com arquitetura eclética neogótica. A Catedral Arquidiocesana é um dos principais símbolos arquitetônicos da cidade. Em 1960, por ato da Santa Sé, a Diocese passa a Arquidiciocese, sendo nomeado o Bispo Dom José D’Ângelo Neto, natural de São João Del Rei, como primeiro arcebispo. A primeira missa em uma das partes já construídas da igreja aconteceu no dia 06 de abril de 1952 e foi celebrada por Monsenhor Octaviano Lamanéres. A cerimônia oficial para Sagração e benção da nova Catedral ocorreu em 1980.
  
Santuário do Imaculado Coração de Maria 



O início da construção do Santuário do Imaculado Coração de Maria ocorreu no dia 04 de janeiro de 1903 quando foi lançada a pedra fundamental pelos missionários do Imaculado Coração de Maria padres José Domingo, Francisco Ozamis e Raimundo Torres e Irmão Gabriel Mayor. A inauguração do templo aconteceu no dia 07 de dezembro de 1905 e a primeira missa foi celebrada pelo Padre Manuel Martin que sucedeu o iniciador das obras Padre José Domingo.

Capela de Santa Dorothéa 




A Capela de Santa Dorothéa teve sua pedra fundamental lançada em 1922. A solenidade de inauguração aconteceu em 07 de outubro de 1926. A Capela fazia parte do Instituto Santa Dorothéa que, naquela época, funcionava onde hoje se localiza o Conservatório de Música JKO. As obras das educadoras de Santa Dorothéa em Pouso Alegre duraram 67 anos. A pedido do arcebispo Dom João Bergese a Capela passou por uma reforma em 1994, obra realizada pela Associação das antigas alunas do Colégio Santa Dorothéa.

Capela de Santa Therezinha 
A cerimônia de lançamento da pedra fundamental do “Pequeno Santuário de Santa Terezinha” ocorreu em 30 de setembro de 1932. A inauguração ocorreu no dia 1º de outubro de 1933. A capela reproduz em miniatura a Igreja de Lisieux, na França, onde Santa Therezinha viveu e morreu. A idéia foi do tenor Camargo, da ópera Cômica de Paris, que tinha a intenção de construir esta capela na fazenda de sua família. Ele acabou aceitando que o pequeno Santuário fosse construído junto à Escola Doméstica de Pouso Alegre, em proporções maiores do que havia se pensado anteriormente. Todas as imagens foram trazidas da Europa. A construção, em estilo romano, foi confiada ao arquiteto Otto Piffer. Desde fevereiro de 1951, a Capela está sob a direção das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Em 21 de agosto de 1998, as irmãs receberam uma urna com as relíquias de Santa Therezinha.

Capela de São Benedito 


Foi a quarta capela construída a partir de um movimento pela reconstrução da tradicional capela dos negros. A construção começou no início do século XX. Em 1943, ela passou a ser zelada pelas Irmãs Carmelitas em lugar da Irmandade de São Benedito dos Pretos. Com a partida das Carmelitas em 1957, a Capela ficou um pouco abandonada, mas em 1981 passou por reparos sob a jurisdição da Paróquia do Coração de Maria.

Capela de Nossa Senhora de Fátima 







Esta história remonta os anos 50 quando a imagem da Virgem Peregrina de Fátima veio da Itália em visita ao Brasil, atravessando vários Estados e cidades. Quando a Virgem chegou ao Município de Campanha, a comunidade de Pouso Alegre queria homenageá-la. O então vigário Monsenhor Otaviano Lamanéres e o médico Jésus Pires Ribeiro e outros intercederam para que a imagem fosse trazida para Pouso Alegre. A imagem permaneceu em terras manduanas por algumas horas, visitou a catedral e o antigo Carmelo que na época funciona na Praça João Pinheiro. Após a visita, o Monsenhor teve a idéia de erguer uma capela em sua homenagem. O terreno de 7.000 m2 foi doado pelos pousoalegrenses Porfírio Ribeiro de Andrade, Ivo Guersoni e José Dutra de Faria. A primeira capelinha foi construída em 1953. Paralela a ela foi erguida a atual Capela de Nossa senhora de Fátima, construção que teve início em 10 de setembro de 1961. A missa de inauguração ocorreu em 12 de maio de 1963.

Bens da zona militar


Capela Nossa Senhora Aparecida: Situada em terrenos do Regimento, atende à assistência religiosa de todo os militares. Foi consagrada a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil
Caixa D’água: Construída em 1922 pela Chicago Bridge e Iron Works Builders, tem capacidade para 700.000 litros de água.

Igreja de São José – Praça Dom Otávio – Distrito Pantano São José

Árvore grande – Praça Árvore Grande


A árvore grande da espécie copaíba é mais antiga que o próprio bairro que leva o seu nome. São mais de cem anos. O local serve como local de lazer para os moradores locais e bairros circunvizinhos.

Lira Pousoalegrense

segunda-feira, 7 de março de 2011

Música e história na sala de aula

Disciplina: Estágio Supervisionado
Projeto de Intervenção 

Aluno: Álvaro Nonato Franco
Professora supervisora: Ana Eugênia Nunes de Andrade

1. Justificativa

O objetivo deste projeto é relatar a proposta de intervenção de estágio supervisionado realizado na Escola Municipal “Dom Otávio”, que conta com duas turmas de nono ano, cada uma delas com trinta alunos. O contato com essas turmas vem sendo praticado sem interrupções há praticamente três meses, e através dele este estagiário esta ciente de parte das dificuldades didático-pedagógicas de cada uma delas. Mas sendo necessário escolher uma única classe para a realização dessa intervenção, foi escolhido o nono ano nº 2.

Como já foi escrito acima, o contato com esta turma vem sendo realizado há algum tempo sendo possível conhecer os alunos, ajudá-los na resolução das atividades e avaliações; manter um diálogo constante com a professora orientadora sobre as dificuldades relacionadas ao ensino e a aprendizagem para esses estudantes. E através das observações e diálogos é possível afirmar que um dos grandes problemas é dificuldade que os alunos possuem na área de interpretação de textos.

A partir do problema constatado foi necessário aplicar uma atividade para confirmá-lo que consistia na interpretação de uma música e de uma charge a ela relacionado. A escolha da música para esta atividade não foi aleatória; serão elas as fontes históricas que usaremos durante a prova-aula. Trazê-las em um primeiro momento já reduzirá a estranhamento que os alunos poderão sentir, uma vez que não estão familiarizados com a gama de fontes que podem servir para a construção historiográfica dos mais diferentes temas. Ela foi avaliada num total de três pontos, e o desempenho da maior parte da classe foi negativo, não atingindo a média estabelecida (um ponto e meio).

Através dessa intervenção tentaremos minimizar o problema de interpretação dos estudantes do nono ano nº  2 da Escola Municipal “Dom Otávio”, uma vez que acreditamos que a capacidade de interpretação é fundamental na vida de qualquer pessoa. Com ela é possível desenvolver a criticidade desses estudantes, algo que vem salientado nos Parâmetros Curriculares Nacionais como uma das metas a serem atingidas por alunos e professores ao término do Ensino Fundamental, uma vez que dotados da capacidade de questionar e entender o meio em que está inserido, o aluno pode se posicionar de forma consciente diante das mais dispares situações em sua vida.

2. Delimitação do problema

Depois de constato o problema de interpretação, buscamos verificar as possíveis causas que o provocam; uma de nossas primeiras atitudes foi conversar com a professora – orientadora sobre esta questão. Ela relatou que os estudantes não lêem os textos com a devida atenção e que respondem as questões a ele relacionadas apressadamente, com um pouco de desleixo. Muitas vezes ao encontrar palavras desconhecidas, não procuram compreender o seu significado. O uso do dicionário não é uma prática comum na turma; muitos dos estudantes nem o levam para a escola contrariando a solicitação da maioria dos professores. Dessa forma eles não compreendem corretamente o significado dos textos, não apenas nas aulas de História, repetindo essa dificuldade durante as aulas de Língua Portuguesa, Geografia, Matemática e as demais disciplinas que utilizam à interpretação.

A professora recomenda que a leitura seja realizada várias vezes, tanto do texto como das suas perguntas, que eles façam um vocabulário no final da leitura, mas os alunos dificilmente seguem a essas recomendações. No livro didático adotado pela escola, pertencente à coleção “Projeto Araribá”, existem exercícios envolvendo textos variados, fontes históricas, como imagens, ou textos do período estudado... Eles são trabalhados constantemente pela professora, embora os alunos não possuam consciência da importância desses documentos para a historiografia. Assim, as dificuldades persistem, e quando se trata das fontes históricas elas se tornam ainda maiores.

Como é apontado por Richard Bamberg a leitura é fundamental para o desenvolvimento do intelecto. É a leitura um dos meios mais eficazes para o desenvolvimento da linguagem e da personalidade. Um aluno que é capaz de interpretar um texto aprende, se comunica e se expressa melhor.

Para os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) o aluno deve compreender a cidadania como um ato de participação social e política. Afirma ainda que se deve  levá-los a se posicionar criticamente nas mais diferentes situações sociais. Levando esse objetivo para área de História especificamente, deve ser desenvolvida capacidade critica a fim de que o estudante possa questionar a sua realidade, identificando as problemáticas que a permeiam e possíveis soluções. Leitura e interpretação são fundamentais para essas questões. Através da leitura se obtêm informação sobre a realidade do seu país e do mundo. Interpretando esses fatos corretamente os alunos serão capazes de se posicionar em relação a eles.

A professora – orientadora, Dinah Júlia, sempre traz atividades diversificadas para a sala de aula. Utilizando diferentes recursos para o desenvolvimento da interpretação. Não fica presa apenas ao livro didático, buscando em outras formas de trabalhar. As fontes históricas estão sendo incluídas em sua prática docente, como uma sugestão desse estagiário, sendo avaliadas por ela como importantes recursos para a construção do conhecimento histórico. Em suas avaliações bimestrais há pelo menos um texto, sendo pedido aos alunos que o interprete. Fontes como caricaturas, charges, histórias em quadrinhos também já estão sendo incluídas nas atividades avaliativas. O que o exercício aplicado por esse estagiário trouxe de diferente foi a música como fonte histórica, pois ela nunca foi antes utilizada em sala de aula.  

Essa atividade foi aplicada ao fim da unidade “A República: dos militares às oligarquias”. A música fala sobre as eleições no Brasil durante a República Velha (1889 – 1930), destacando a fraude que existia para garantir o domínio das oligarquias do quadro político nacional. Já a charge trabalhada critica a existência dos “eleitores fantasmas” durante este período da República brasileira. Apenas dez alunos conseguiram atingir ou superar a média estabelecida, comprovando a deficiência apontada nesse projeto de intervenção. Dessas atividades três constam como exemplos nos anexos. As demais estão a disposição da professora-supervisora caso queira analisá-las.

As fontes históricas vêm sendo utilizadas com freqüência dentro do ensino de História. E a justificativa para isso é apontada com destaque por Circe Maria Fernandes Bittencourt, em seu livro “Ensino de História: fundamentos e métodos”:

“As justificativas para a utilização de documentos nas aulas de História são várias e não muito recentes. Muitos professores que os utilizam consideram-nos um instrumento pedagógico eficiente e insubstituível, por possibilitar o contato com o ‘real’, com as situações concretas de um passado abstrato, ou por favorecer o desenvolvimento intelectual dos alunos, em substituição de uma forma pedagógica limitada à simples acumulação de fatos e de uma história linear e global elaborada pelos manuais didáticos”.

O ensino de História deve estar associado à utilização de documentos, pois contribuem para colocar o aluno em contato com um passado que dependendo da forma que lhe é apresentado se torna muito distante, dissociado do tempo presente. Contribuem ainda para o desenvolvimento intelectual dos alunos, uma vez que rompe com a idéia de história linear, e ajudam no desenvolvimento da criticidade e da interpretação. Utilizar a música é de suma importância, pois ainda segundo Circe Bittencourt:

O uso da música é importante para colocar os jovens diante de um meio de comunicação próximo da sua vivência, mediante o qual o professor pode identificar o gosto, a estética da nova geração. Apesar de todas essas vantagens, o uso da música gera algumas questões. (...) o problema que se apresenta é transformá-la em um objeto de investigação. Existe enorme diferença entre ouvir música e pensar a música. 

Como a autora a salienta há uma grande diferença entre ouvir a pensar música. Como os alunos não estão familiarizados com o ato de pensá-la, será uma das tarefas desse estagiário conseguir que eles consigam fazê-lo. Mas ao garantir isso temos nas mãos um importante recurso didático para despertar o interesse dos estudantes: a música é algo extremamente comum no cotidiano dos adolescentes. E mesmo sendo aqui utilizadas canções do início do século XX, seu conteúdo humorístico e as temáticas a elas relacionadas serão garantia de atenção e curiosidade. As fontes históricas, independente de quais sejam, nos ajudam a transformar os alunos em seres pensantes, ao contrário de um mero depositário de diferentes informações. 

3. - Objetivos

3.1 - Objetivos gerais

Levar os alunos a entenderem a reforma urbana do Rio de Janeiro como um exemplo da promessa republicana que o Brasil seria levado a um determinado patamar de progresso e modernidade.

3.2 – Objetivos específicos

Levar os alunos a trabalharem com músicas que permitam entender o modo como a população brasileira reagiu a reforma urbana e sanitária do Rio de Janeiro;
  • Compreender as transformações ocorridas na cidade associadas à política higienista que caracterizou o final do século XIX e início do século XX ;        
  • Entender os efeitos da reforma urbana e sanitária para as camadas populares da população carioca, e o modo como eles reagiram a elas, sendo salientada a Revolta da Vacina (1904);
  • Analisar a influência francesa na sociedade brasileira no início do século XX.
4. – Metodologia

4.1 – Os sujeitos da intervenção

Participarão dessa intervenção todos os alunos do nono ano nº 2, primeiramente porque é um problema apresentado por praticamente todos os alunos da turma. E em segundo lugar acreditamos que a troca de conhecimentos entre os próprios alunos é uma forma rica de aprendizagem.

4.2 – Instrumentos de intervenção

Serão utilizadas nessa intervenção, as seguintes músicas: “Vacina Obrigatória” de Mário Pinheiro, produzida entre os anos de 1904 e 1907; “Rato, rato, rato” de Casemiro Rocha e Claudino Manoel da Costa, produzida em 1904; e por fim, “Febre amarela” também de Casemiro Rocha e Claudino Manoel da Costa, ela também foi feita  entre os anos de 1904 e 1907. Para expor os tópicos a serem explicados durante a aula serão mostradas no data-show fotografias da reforma urbana no Rio de Janeiro

4.3 – Procedimentos de intervenção

A aula será intitulada com a seguinte problemática “Como o Rio de Janeiro se tornou a cidade maravilhosa? Logo no início da aula serão apresentadas as seguintes músicas:

Rato, rato, rato(1904)
Autor: Casemiro Rocha e Claudino Manoel da Costa
Intérprete: Claudino Manoel da Costa
Gênero: Polca
Gravadora: Odeon

Rato, rato, rato
Assim gritavam os compradores ambulantes
Rato, rato, rato,
Para vender na academia aos estudantes
Rato, rato, rato
Dá bastante amolação
Quando passam os garotos, todos rotos
A comprar rato, capitão

Quem apanha ratos?
Aqui estou eu para comprar, para comprar
Ratos baratos
São necessários para estudar, para estudar
Já que vens saber
Que este viver é minha sina
Rato, rato, rato, rato
Na parada da vacina

Rato, rato, rato
Só se vê aqui no Rio de Janeiro
Rato, rato, rato
Quem os tiver já não passa sem dinheiro
Rato, rato, rato
É a nossa salvação
Pra esses nossos malandrotes não passarem
Todo dia sem o pão

Tem vendedor que compra ratos
Nunca tive um casamento
Nem procuro trabalhar
Ratos quando estou em casa estou prendendo
Ratos que no outro dia estou vendendo
Com (...) que é desconhecido
Nem por isso meu negócio assim produz
Tem que trazê-lo na memória,
O belo tempo de glória, dr.Oswaldo Cruz

Rato, rato, rato
Assim gritavam os compradores ambulantes
Rato, rato, rato,
Para vender na academia aos estudantes
Rato, rato, rato
Dá bastante amolação
Quando passam os garotos, todos rotos
A comprar rato, capitão(?)”

Febre amarela (1904 – 1907)
Autor: Casemiro Rocha e Claudino Manoel da Costa
Intérprete: Claudino Manoel da Costa
Gênero: Polca
Gravadora: Odeon

“Hoje em dia em falso rente (?)
Acabou-se a sua guerra
Do senhor, seu Presidente
Não há mais febre amarela

Entornou-se todo o caldo
E o mosquito já não grita
Porque o grande mestre Oswaldo
Vai dar cabo da maldita

Foi-se (.........),
Foi de embrulho,
Foi de embrulho a passeata
Um manata fez barulho,
Arrumou-se a grande lata
Diz o Oswaldo da amarela
Que lhe tira o seu topete
Antes de 7 de março
De 1907

(Ri)

Pois compra sempre o Oswaldo
Por subir com o figurão
Ratos 300 réis
Camundongos a tostão
Isso todo vale cobre
E o micróbio lança grito
Porque o Oswaldo anda comprando
Esqueleto de mosquito

Fiz economia, fiz barulho
Foi de embrulho, passeata,
Um manata fez barulho,
Arrumou-se a grande lata
Diz Oswaldo da amarela
Que lhe tira o seu topete
Antes de 7 de março
De 907
(Ri)
Que ela acaba ou não acaba
Se apertar muito as varetas
Machucar todo o micróbio
Eu estou vendo as coisas pretas
Quero o tal mata-mosquito
Pra que não se faça feio
Que se bote (...........)
Que tem mais de metro e meio

E a economia foi de embrulho
Foi de embrulho, passeata
Um manata fez barulho,
Arrumou-lhe a grande lata
Diz Oswaldo da amarela
Que lhe tira o seu topete
Antes de 7 de março
De 1907
           
A partir dessas canções será pedido que os alunos identifiquem alguns dos problemas que circundavam a cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil, no início do século XX. Nesses aspectos ficam evidentes dois grandes problemas: o número excessivo de ratos, o que provocava na cidade surtos de peste bubônica. E a segunda música fala da febre amarela. Além disso, comentaremos que a varíola também era outro grande problema da capital.

Em seguida será realizada a seguinte pergunta: “Por que essas doenças se tornaram um grande problema nesse momento?” Não só o Rio de Janeiro, como várias cidades do país eram assoladas por essas epidemias ao longo de nossa história, mas só aqui nesse início de século XX que se decidiu fazer algo. Por isso, cabe aqui discutir sobre o higienismo, política sanitária, surgida com os médicos europeus na segunda metade do século XIX.

O Rio era um local propicio para a disseminação de doenças. O inicio do século passado foi marcado por um grande êxodo rural; se dirigiam para as cidades escravos libertados pela lei áurea, imigrantes que estavam em constantes conflitos com os fazendeiros pelas péssimas condições de trabalho no campo... As cidades crescem em ritmo acelerado e desordenado. Neste contexto as camadas mais pobres da população irão se dirigir aos cortiços. Antigos casarões dos tempos do Império, divididos em uma série de cômodos, onde viviam várias de famílias com as mínimas condições de higiene, dividindo de forma muito próxima o mesmo espaço, o que torna propício a disseminação de epidemias.

Além disso, o presidente Rodrigues Alves (1902–1906), tinha o desejo de deixar a capital brasileira semelhante à Paris, símbolo do progresso e da modernidade, segundo os republicanos, e por isso deveria ser copiada na capital nacional. Dessa forma, foram abertas largas avenidas, os prédios das principais avenidas foram ostentados com mármore e cristal, e elas foram iluminadas pela eletricidade. O centro do Rio de Janeiro, principal região afetada pela reforma urbana, tinha o objetivo de ser uma vitrine, que demonstraria ao mundo que o Brasil estava assimilando os padrões estéticos europeus. Aqui será destacada a ação do prefeito da cidade Pereira Passos que presenciou a reforma urbana de Paris, e ganhou plenos poderes para efetuar a da capital brasileira.

Após esta explicação partiremos para a seguinte questão: “Como o governo agiu diante dessas questões”. Para isso voltaremos as músicas exibidas no inicio desta seção, e será solicitado se ao lê-las os alunos conseguem identificar as ações do governo. Serão descritas aqui as ações de Oswaldo Cruz, médico sanitarista, diretor-geral da Saúde Pública, a quem foi designado acabar com as moléstias que afligiam a capital nacional. A venda de ratos ao governo como uma forma de erradicar a peste bubônica será mais longamente explicada, assim como os diferentes usos que os brasileiros fizeram desse comércio.

Em seguida, encerraremos a aula com a seguinte problemática: Qual foi à reação popular diante dessas reformas? Propositalmente deixamos de lado os efeitos negativos dessa reforma: a demolição dos cortiços, sem o oferecimento de novas moradias para seus habitantes. A brutalidade usada pelos agentes sanitários na aplicação das vacinas de prevenção a varíola. Dessa forma a reação popular não poderia ser outra a não ser a revolta, assim para encerrarmos esta intervenção, discutiremos sobre a Revolta da Vacina, e para tal, usaremos a seguinte música, onde conseguiremos perceber a resistência da população a vacina e a violência usada pelos agentes sanitários:

Vacina obrigatória (1904-1907)
Intérprete: Mario Pinheiro
Gênero: Cançoneta
Gravadora: Odeon

Anda o povo acelerado com horror a palmatória
Por causa dessa lambança da vacina obrigatória
Os manatas da sabença estão teimando desta vez
Em meter o ferro a pulso bem no braço do freguês

E os doutores da higiene vão deitando logo a mão
Sem saber se o sujeito quer levar o ferro ou não
Seja moço ou seja velho, ou mulatinha que tem visgo
Homem sério, tudo, tudo leva ferro, que é servido.

Bem no braço do Zé povo, chega um tipo e logo vai
Enfiando aquele troço, a lanceta e tudo o mais
Mas a lei manda que o povo e o coitado do freguês
Vá gemendo na vacina ou então vá pro xadrez

Contam um caso sucedido que o negócio tudo logra
O doutor foi lá em casa vacinar a minha sogra
A velha como uma bicha teve um riso contrafeito
E peitou com o doutor bem na cara do sujeito

E quando o ferro foi entrando fez a velha uma careta
Teve mesmo um chilique eu vi a coisa preta
Mas eu disse pro doutor: vá furando até o cabo
Que a senhora minha sogra é levada dos diabos

Tem um casal de namorados que eu conheço a triste sina
Houve forte rebuliço só por causa da vacina
A moça que era inocente e um pouquinho adiantada
Quando foi para pretoria já estava vacinada

Eu não nesse arrastão sem fazer o meu barulho
Os doutores da ciência terão mesmo que ir no embrulho
Não embarco na canoa que a vacina me persegue
Vão meter ferro no boi ou nos diabos que os carregue.

Para finalizar, lançaremos aos alunos a seguinte questão para debate: “É possível afirmar que o Brasil se modernizou com a reforma urbana e sanitária, levando em consideração todos os seus efeitos?”. A partir de suas opiniões, poderemos observar qual a representação há em seu imaginário sobre progresso e modernidade.
           
4.4 – Resultados esperados da intervenção

Espera-se que ao final dessa intervenção os alunos consigam entender as causas e as condições da reforma urbana e sanitária do Rio de Janeiro, levando em consideração o projeto republicano de progresso e modernidade, e associando-o a políticas sanitárias que vigoravam no mundo durante este período.     

A partir do exercício de problematização das fontes históricas apresentadas, ou seja, as músicas e fotografias que retratam a situação da capital brasileira, poderemos estabelecer uma relação entre os alunos e fontes históricas, ressaltando é claro que elas representam apenas uma visão de mundo, que as coisas não aconteciam exatamente da forma como foram retratadas. Dessa forma, também estaremos atendendo uma necessidade dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que pedem que se aproxime o saber acadêmico do saber escolar, mostrando de forma superficial metodologias de trabalho do historiador, problematizando as fontes.   Esperamos também que sejam minimizadas as dificuldades apresentadas pelos alunos do nono ano nº 2 na área de interpretação de textos.

4.5 – Avaliação da intervenção

Após a explicação ter sido encerrada os alunos deverão realizar um exercício de interpretação de texto, e tal qual a atividade que foi aplicada para a constatação do problema, constará de uma música e uma charge que confirme ou contrarie os aspectos nela presentes. Haverá a necessidade de relacionar as informações para se responder as perguntas. Com a ajuda de um dicionário farão um vocabulário com as palavras desconhecidas, e em seguida responderão as questões sobre ele.

Referências bibliográficas

BAMBERG, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. Editora Ática: São Paulo, 2002.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.

Parâmetros curriculares nacionais: história, geografia / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.