segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cidade remodelada: os conflitos sociais no Mercado Municipal de Pouso Alegre/MG


*Artigo publicado na Revista Memória em Rede da Universidade da Universidade Federal de Pelotas

Ana Eugênia Nunes de Andrade[1]
Andréa da Silva Domingues[2]
Fernando Henrique do Vale[3]

Resumo: Os políticos locais e os discursos da imprensa reproduziam desde a década de 50 que os espaços centrais de Pouso Alegre clamavam por uma melhor visibilidade, e as críticas da imprensa eram direcionadas à higienização dos prédios públicos e à estética. A cidade aos poucos vai se modificando e passa a ser pautada pela máxima do paraíso desenvolvimentista da república ditatorial. Com esse espírito, mais uma vez o prédio do Mercado Municipal é demolido, reformado, e consequentemente, inaugurado como uma obra funcional e modelar, alterando a rotina dos trabalhadores e frequentadores do local.

Palavras-chave: Cidade, Imprensa, Urbanização.

Abstract: The local politicians and the press speeches reproduced from the 50’s that the central spaces of Pouso Alegre clamored for better visibility and criticisms of the press were directed to the cleaning of public buildings and the aesthetics. The city was gradually being modified and happened to be based on the developmental paradise of the dictatorial republic. With this spirit, once again the Municipal Market building is demolished, rebuilt and opened as a functional and styling work, changing the routine of employees and regulars.

Keywords: City, The Press, Urbanization.


As discussões historiográficas sobre cidade, urbanização e relações sociais ganham mais impulso também com as novas abordagens da História Nova. Entendemos a cidade como um espaço vivo, que se movimenta e se modifica. A cidade é compreendida como produto de mudanças feitas pelo ser humano, tomando as mais diversas formas de acordo com os padrões de cada época. Devemos pensar os espaços urbanos 

procurando perceber como se foram estruturando, dimensionando seus momentos de transição, traçando sua evolução urbana, com vistas a eleger os espaços, marcos e monumentos explicadores daquele chão. Marcos significativos dos vários agentes que aí atuaram, procurando registrar não a memória do apogeu, mas das transições, dos momentos revolucionários, dos silêncios intencionalmente soterrados, das persistências e das rupturas (MARTINS, 1994, p.180).

O espaço da cidade pode ser entendido como um lugar em que os sujeitos e interesses plurais, públicos ou privados, coexistem, onde as histórias são marcadas pela transitoriedade e deslocamentos contínuos de sentidos, intrínsecos à modernidade capitalista na guerra de símbolos que se trava entre diferentes classes sociais. As práticas em torno dela trazem consigo toda uma rede de representações, de memórias que se entrelaçam construindo o saber e a visão de mundo que envolve os diferentes sujeitos. 

Tido como um espaço público da cidade, o Mercado se torna, mesmo não sendo oficialmente, um patrimônio cultural do município[4], por fazer parte das muitas memórias e das disputas que circundam ou participaram daquele espaço. “O patrimônio cultural materializa e torna visível o sentimento evocado pela cultura e pela memória e permite a construção das identidades, fortalecendo os elementos das origens comuns” (CANCLINI, 1994, p.100). Na perspectiva da presença de diversos sujeitos em um mesmo espaço, compreendemos que o patrimônio não é algo obsoleto, vindo de um passado remoto, mas sim espaço de memória, de conflitos.

Como espaço de disputa econômica, política e simbólica, o patrimônio está atravessado pela ação de três tipos de agentes: o setor privado, o estado e os movimentos sociais. As contradições no uso do patrimônio têm forma que assume a interação entre estes setores em cada período (CANCLINI, 1994, p.100).

Devemos ter em mente que precisamos “garantir a compreensão de nossa memória social preservando o que for significativo dentro do vasto repertório de elementos componentes do Patrimônio Cultural” (LEMOS 2006, p.29).

Atualmente se discute muito sobre questões de preservação patrimonial, entendendo os espaços como “lugares de memória”, onde se constitui a formação identitária de uma sociedade.
A curiosidade pelos lugares onde a memória se cristaliza e se refugia está ligada a este momento particular da história. Momento de articulação onde a consciência de ruptura com o passado se confunde com o sentimento de uma memória esfacelada, mas onde o esfacelamento desperta ainda memória suficiente para que se possa colocar o problema de sua encarnação. O sentimento de continuidade torna-se residual aos locais. Há locais de memória por que não há mais meios de memória (NORA, 1993, p.7).

Percebemos a necessidade da preservação da memória como forma de reconstituição de si mesma, uma memória viva e dinâmica, expressa na constituição de grupos e de uma sociedade. Nora enfatiza os lugares da memória como “restos” que procuram testemunhar outra era. “Nascem e vivem do sentimento de que não há memória espontânea, que é preciso criar arquivos, organizar celebrações, pronunciar elogios fúnebres, por que essas operações não são naturais” (NORA, 1993, p.7). Notamos que os lugares da memória estão ligados a uma ritualização, ou seja, uma rede simbólica que os permeia, permitindo a cada um que realize o exercício de relembrar, concebendo assim a história como um exercício que aglutina passado, presente e futuro.

Nesse sentido, surge a necessidade de se manterem e preservarem os bens patrimoniais de uma cidade, que assim constituem o espaço público, e respectivamente estamos preservando nossa memória e o patrimônio histórico.

(...) é tudo aquilo que lembra um fato, ou uma época de nossa história, e que por isso merece e deve ser preservado. O patrimônio está dividido em três grandes categorias de elementos. Primeiro, notam-se os elementos pertencentes à natureza e ao meio ambiente. O segundo grupo de elementos refere-se ao conhecimento, as técnicas, ao saber e ao fazer. E o terceiro grupo reúne os chamados bens culturais que englobam toda sorte de coisas, objetos, artefatos e construções obtidas a partir do meio ambiente e do saber fazer (SILVA, 1990, p. 25).

Neste estudo analisamos os discursos presentes nas políticas desenvolvimentistas do Brasil, marcadas pela década de 50, dando enfoque nas políticas higienistas e nos discursos políticos da imprensa local, reproduzindo um maior zelo pela imagem dos espaços públicos da cidade. Já no que diz respeito à tomada do poder pelos militares, em 1964, buscaremos entender as mudanças promovidas neste governo e como foram exercidas em Pouso Alegre através dos discursos dos jornais. Aos poucos, a cidade apagava os velhos moldes para se despontar em um futuro, mas, as marcas do rural estão presentes na realidade social, embora a normatização e a regulamentação das memórias dominantes apontem para um lugar onde as reformulações urbanas levariam a cidade a um paraíso civilizatório das repúblicas. Percebemos também os conflitos dos sujeitos sociais ao redor do Mercado Municipal.

Pouso Alegre, no início dos anos 50, contava com a estimativa de 28.731 habitantes, sendo que 15.000 habitavam o espaço urbano e 9.000 a zona rural. Em 1955, há uma queda para 22.224 pessoas devido à emancipação de Congonhal, antes distrito de Pouso Alegre. A maioria da população habitava o ambiente rural, com 14.806 e o espaço urbano constituído por 12.509 habitantes (ARAÚJO, 2012, p.40). O aumento de construções de casas na área central e as novas formas que a cidade foi tomando deixaram para trás o estilo arquitetônico francês adotado pela antiga república.

A população em geral possuía 135 automóveis comuns para passageiros (incluindo jipes e camionetas), 105 tratores, 6 motocicletas, entre outros. Em relação à tração animal, eram em número de 180 charretes, 194 carroças e 410 carros de bois. Os laços de ruralidade eram mantidos fortemente nas questões do espaço público e da economia.  Porém, a cidade aos poucos se constituía nas construções e remodelações, podendo denominar-se urbanidade no rural (NUNES, 2009, p.6).
Para nós não se trata do fim do rural destruído pela urbanização homogeneizadora (...) chamamos a atenção para o processo de desenvolvimento do capitalismo que se dá de maneira desigual no espaço. (...) O rural, ao guardar especificidades das práticas espaciais de suas populações, garante (e, em alguns casos, fortalece) a identidade territorial que, mesmo submetida às lógicas difundidas a partir da cidade, ainda permite a essas populações uma certa autodeterminação (RUA, 2002, p. 33-34).
  
A economia do município se constituía especificamente sob as atividades agropecuárias em conjunto com a indústria rural, principalmente na criação de rebanhos bovinos. Já os principais ramos industriais se constituíam pela produção de latas brancas e litografadas, guarda-chuvas e sombrinhas, plantadeiras de arroz, calçados para homens e senhoras, sandálias em geral, banha de porco e seus derivados, laticínios em geral, vassouras de piaçava, móveis em geral, selas e arreios para montaria, sabão e saponáceo, bebidas em geral, massas alimentícias, doces, mortadela e presuntos, material para construção, artefatos de ferro e outros.

Mesmo com os aspectos de ruralidade, aos poucos Pouso Alegre, nos discursos dos políticos e da imprensa, procurava se engajar nos ritmos desenvolvimentistas do País. Desde o final da década de 30 era costumeiro lerem-se em jornais matérias relacionadas à administração pública como: “Pouso Alegre sua beleza, seu progresso, sua administração”[5], “Marcha para o progresso”[6] ou até mesmo “Pouso Alegre em marcha acelerada para o futuro”[7]. Que progresso seria esse que tanto os políticos e as classes dominantes almejavam? Uma cidade modelo e funcional, afastando aos poucos tudo o que representava “atraso”?

Os aspectos rurais começam a ser realmente criticados pela imprensa a partir do fim da década de 50. Nessa época, Pouso Alegre começa a receber o transporte de circulares urbanos e também regionais. A coluna Respingos do Jornal “Informativo Pousoalegrense” foi uma das propulsoras desta crítica. Percebemos um tom elitizado, a favor do progresso e do embelezamento da cidade. Em um primeiro momento, chama-se a atenção dos poderes públicos para uma fiscalização rigorosa com a chegada dos ônibus, ante a balbúrdia e perigo que oferece o atropelo dos charreteiros e meninos desocupados, para os passageiros[8]. Na visão do jornal, os charreteiros e os meninos desocupados eram um entrave para os denominados avanços da cidade, devendo ser ocultados do espaço urbano, pois o campo é associado a uma imagem do passado, enquanto a cidade era a visão do futuro, o retrocesso versus o progresso (NUNES, 2009, p.9).

Esse desejo de progresso sempre esteve presente na mentalidade de uma classe elitizada da cidade, porém, quando transmitido nas páginas dos jornais, passava-se a ideia de que uma cidade toda era transformada por esses moldes. No entanto, a área central, onde se concentravam as famílias tradicionais e o comércio, era o foco das atenções das administrações que passavam. O comércio, sentindo o progresso crescente de nosso desenvolvimento e a fluência de pessoas das cidades vizinhas em busca de novidades, vem construindo belas vitrines[9], em princípio no intuito de elevá-lo e promovê-lo como também contribuir com a abundância de luzes para o embelezamento de nossa principal área comercial e bela AVENIDA DOUTOR LISBOA[10].

Percebemos uma situação conflituosa: de um lado uma classe comerciante da cidade que influencia diretamente os políticos; e de outro aqueles que ganham a vida informalmente, trabalhando na condução de pessoas utilizando-se de suas charretes, e aqueles que são excluídos da sociedade, os pobres que mendigam para sobreviver, que deveriam ser afastados, considerados fatores de incômodo. Aos pedintes, faz-se o questionamento: A quem cabe reprimir a mendicância na cidade?[11] Chama-se a atenção da administração para que se acabe com a prática da mendicância, pois na visão do jornal, Pouso Alegre virou terra de ninguém e dia a dia aumenta o numero de pedintes[12]. A ideia que a notícia nos passa é que a cidade está sendo de certa forma dominada pelos pedintes, chegando a denominá-los como “ninguém”, pessoas à margem da sociedade, sendo necessário colocar-se um paradeiro nisso, evitando-se que cheguem a nossa cidade novos mendigos[13]. Para um maior controle da administração, chega-se a sugerir que se efetue um fichamento dos existentes e permitindo o esmolar apenas aos possuidores de placas de identidade e isto só aos sábados[14].

Para a ordem pública, as charretes e os animais tumultuavam o trânsito na área central, trazendo certas insatisfações por parte dos motoristas, enquanto também se percebia o descaso da administração pública com as placas de sinalização. Contudo, o periódico “O Linguarudo”, encerrando uma de suas matérias sobre certos problemas na cidade, adverte sobre a questão da limpeza do espaço urbano questionando a Delegacia Sanitária do porquê de não acabar com os cortiços em pleno centro da cidade[15], “utilizando-se de discursos higienistas para que se tomem imediatas providências: a chocante privada do Mercado Municipal, o mictório do Pateo [sic] da Prefeitura, o mictório do Cine Eldorado”. E continua o periódico, apontando mais um problema relacionado agora aos animais, pedindo atenção para o “estirar de bandas de porcos no corredor de entrada do Mercado Municipal, com a promiscuidade de cães e outros bichos, entre os gêneros alimentícios”[16]. Fica o principal questionamento da matéria: “Por que a Delegacia Sanitária não acaba com esta demonstração clara de falta de higiene e ausência de fiscalização?”

O que nos chama a atenção são os “cortiços” que tiram a beleza da cidade. Recebem essa denominação os espaços desprovidos de certo asseio higiênico exigido pelos moldes governamentais e discursos da época. Dentre tais espaços nos deparamos com o Mercado Municipal, sendo um dos mais criticados na época, por estar no centro da cidade em situações inviáveis. O discurso político da época nos deixa claro que “as propostas de intervenção no traçado das cidades constituem a dimensão complementar das preocupações sanitárias das autoridades públicas” (BRESCIANNI, 1998, p.251). O “Informativo Pousoalegrense” destaca a situação em que se encontra o “mictório” do Mercado Municipal, sendo grande parte do assunto da imprensa falada e escrita de Pouso Alegre. Naquele espaço, “em contrate com tudo o que diz respeito à higiene, está o exalador de mau cheiro, servindo dos mais tristes e injustificados comentários, por que servindo de instrumentos prejudiciais à coletividade”.

Percebemos que a imprensa e os políticos enfatizavam em seus discursos a importância de uma cidade organizada e limpa, mantendo a imagem de um espaço harmônico, em uma cidade que aos poucos vai se urbanizando, constituindo-se assim “um espaço moderno (...) com a adoção de estilos adequados para expressar visualmente a modernidade” (BRESCIANNI, 1998, p.255).

Com o processo de urbanização da cidade, o entorno do Mercado ganha uma nova aparência. Por meio de imagens conseguimos perceber tais transformações, a fim de se desenvolver uma narrativa, construindo a memória e o esquecimento desse urbano, jogando com a visibilidade e invisibilidade dos traços da cidade (POSSAMAI, 2007, p. 60).

A cidade sofreu algumas transformações durante a década de 50. A Praça do Obelisco toda remodelada, e o calçamento tomou o lugar do chão de terra. Notamos a presença de mais residências, formando-se assim um novo centro da cidade. Tais construções delineavam uma nova imagem da cidade.

O aspecto majestático dessas construções, bastante diversas em suas formas e materiais, reunindo com frequência estilos de várias épocas e lugares (...) sugerindo assim primordialmente o poder da burguesia, um poder que deveria parecer grandioso, infinito e esmagador (BRESCIANI, 1984, p.42).
  
Percebemos ainda a constituição do espaço no antigo Largo do Mercado. As moradias que se instalavam ao redor daquele espaço pertenciam a famílias tradicionais da cidade, certa burguesia que constituía o município, o que transparecia na suntuosidade das construções.

A década de 60 foi muito representativa e decisiva para uma possível construção de um novo Mercado para a cidade. Já nos primeiros anos, especificamente em 1964, o Brasil passa a ter um novo regime de governo: a Ditadura Militar, um período marcante no cenário brasileiro, tanto para a política como também para a vida cultural e social do País. Acreditava-se que, com os militares no poder, manter-se-ia uma ordem no Brasil, afastando-o dos males do comunismo. Para isso, tinha-se como fundamento a Doutrina de Segurança Nacional, originada nos Estados Unidos, sob uma concepção de permanente conflito e guerra entre o comunismo e os países ocidentais, mantendo uma organização no País. Nesse momento percebemos uma ideologização de um amor exacerbado à pátria, culto aos grandes heróis e vigilância em se manterem os bons costumes. Aqueles que fossem contra as políticas do regime e se manifestassem eram punidos sob forma de tortura e pressão.

Em Pouso Alegre, a imprensa pouco se manifesta, muitas vezes ocultando o que realmente estava acontecendo no País e naquele espaço urbano.

(...) marca de uma memória construída (...) sem a dimensão da experiência de homens e mulheres que agem de modo contraditório e conflituoso. Nessa construção, acredita-se, a própria ação dos homens enquanto sujeitos fica perdida, necessitando ser redimensionada (AQUINO, 1999, p.21).
  
Os jornais apenas noticiavam eventos marcantes que eram proporcionados pelas realizações administrativas. Um novo modo de pensar a política e a estrutura de uma cidade surgia, a grandiosidade das construções e obras deixava marcas daqueles que estavam à frente do governo. Grandes construções marcaram esse período, o prédio do Hospital das Clínicas Samuel Libânio e o Mercado Municipal.

A imprensa pouso-alegrense na década de 60 tece críticas constantes à situação em que se encontra o prédio do Mercado Municipal. Percebemos pela tonalidade que os artigos publicados exigiam uma providência urgente para uma questão que já vinha se alastrando por algum tempo. O jornal “O Linguarudo” faz uma série de críticas a vários espaços da cidade que precisam de algum melhoramento ou até mesmo da ação daqueles que estão à frente do município. Ao questionar “E o nosso Mercado?”, o jornalista, ironicamente, deixa transparecer o quanto se tornaram constantes as críticas a respeito do Mercado na imprensa. Desde o saudoso tempo em que o Dr. Vasconcelos Costa[17], então Prefeito de Pouso Alegre, ampliou aquele próprio municipal, até esta data não se fez nada em que melhorasse aquele casarão[18].

Passados 18 anos, na gestão de Jorge Andere[19] foram realizadas apenas algumas modificações, na colocação das bancas dos mercadores, colocação de vitrôs em redor (alguma parte) por que já está tudo transformado. Onde deveria ser colocado  [sic] os vitrôs, uns fazem paredes, outros fecham com tábuas, etc. Percebemos que cada administrador realizou alguma obra, porém o jornal chama a atenção para a questão da limpeza, dizendo que por longos anos o Mercado passou sem uma limpeza decente, todo cheio de goteiras na seção de verduras, os peixes são vendidos do lado de fora sem um abrigo de sol e chuva quando podia ser ampliado do lado da frente[20]. E para finalizar aquela matéria, a questão higiênica entra novamente em foco, (...) não vamos tocar no assunto da privada, isso cabe ao serviço sanitário fazer uma visitinha ali com máscara contra gaz [sic], sinão [sic]… não suporta chegar ali.

No artigo “E o nosso Mercado”, é chamada a nossa atenção para a insistência da cobrança dos melhoramentos e de uma reforma geral no recinto do Mercado. Fala-se em pequenas reformas, melhoramentos ou até mesmo reparos, muitas vezes desnecessários, porém o jornal ainda bate na questão da limpeza do prédio, demonstrando um possível descaso do poder público com aquele espaço. Ao se tratar do Mercado Municipal, sua demolição irá ocorrer no início da década de 70. Porém, já no final da década de 60, circulavam nos órgãos de imprensa críticas sobre a realidade do espaço naquele momento.

À medida que o tempo vai passando, as cobranças vão se tornando ainda mais severas, classificando o Mercado como a vergonha da cidade. A imprensa já se pronunciou diversas vezes sobre o Mercado Municipal. Foram veiculadas “críticas e sugestões já foram ventiladas por todos. Projetos foram estudados e soluções planejadas. Descentralização… mercadinhos… supermercado e outros “bichos” foram criados no papel”[21] Porém, a situação financeira da administração não era tão boa, por isso teriam que manter o prédio como estava. A imagem que o jornal nos passa era de um prédio totalmente abandonado pelos poderes públicos, e quem passava por aquela região sentia o “mau cheiro nauseabundo que dali se desprende, exalado de um mictório que a saúde pública já devia ter fechado e que não tem nenhuma serventia a não ser para contaminar e infestar seus usuários, se é que alguém o utiliza”[22]. O artigo mostra o inconformismo com um suposto descaso da prefeitura com o espaço do Mercado, chamando a atenção dos poderes públicos para que tomem conhecimento da situação: “caiação; uma limpeza diária; construção de um mictório decente; uma fiscalização mais rigorosa, enfim, uma simples reforma que visasse apenas a solucionar o problema da higiene”[23].

A “Folha de Pouso Alegre” ressalta a situação em que se encontrava o prédio do Mercado Municipal, principalmente também na questão da limpeza e da higienização, assunto discutido também nos diversos jornais da cidade, chegando a ser alvo de ironia, como se encontra na coluna “Mosaico” do Jornal de Pouso Alegre. Ela se refere à sujeira do Mercado, onde até mesmo “já está sendo estudo dos químicos que vêem [sic] com bons olhos o aproveitamento de tanta sujeira, para a fabricação de adubos e fertilizantes”[24]. Estando o prédio em estado de abandono pelos poderes públicos, surgem propostas de mudança de local ou descentralização do espaço, pois era seria considerado inadequado esteticamente para a composição do centro da cidade, onde, “as conquistas do urbanismo conferiram uma aparência nova aos edifícios para moradia completados por seus prolongamentos, aos centros de negócio ou a uma parte dos locais de trabalho (...) colocando o homem finalmente a serviço do seu próprio bem-estar e de sua satisfação estética” (GUINSBURG, 2000, p 39-41). Entendemos que as formas estéticas são colocadas a serviço do próprio homem, como algo que o completa enquanto sujeito de uma sociedade que se faz presente nos diversos espaços da cidade. Assim como o espaço se torna uma extensão da economia, pois a aparência de um devido local atrai mais pessoas.

No início da década de 70, o antigo prédio do Mercado estava sendo alvo de muitas críticas, como veicula o “O Linguarudo”, que já se pronunciava por diversas vezes sobre “o estado em que se encontrava aquele próprio municipal, sujo, com 43 barraquinhas em redor e na frente, sem que a atual administração pudesse dar um fim naquela favela”[25].

Além das vendas dentro do estabelecimento do Mercado, era realizado também um comércio informal na parte de fora do espaço, como também em alguns pontos centrais da cidade, sendo alvo de diversas críticas provindas principalmente dos comerciantes. Tais reclamações se acentuam mais no final da década de 50. Numa atitude de incômodo, “como se não bastassem os vendedores ambulantes com mercadorias espalhadas pelos passeios, os bancos e cadeiras, os vendedores de frutas, agora também os passeios servindo de tulhas”[26], supostamente atrapalhavam o comércio dos estabelecimentos.

Em outra chamada percebemos a que ponto chega a ironia, quando em um tom de provocação o jornal convoca “Camelôs, ou melhor, vendedores ambulantes... venham todos para Pouso Alegre, por que isso aqui é o verdadeiro SHANGRI-LÁ... que o diga o Banco Hipotecário que vai abrir outra porta de entrada”... dando-nos a ideia de que a cidade estava sendo invadida pelas pessoas que ganham a vida com o  do comércio informal. O jornalista deixa ainda bem claro que havia uma pressão dos comerciantes para a saída dos supostos camelôs, quando deixa transparecer um pedido para que se tomem providências quanto “ao uso dos passeios de nossa bela cidade, pelos mascates e vendedores ambulantes que tanto deturpam os nossos foros de cidade civilizada e ainda prejudica o nosso comércio”[27].

Já no início da década de 70, na administração do prefeito Antônio Duarte Ribeiro[28], o Mercado sofre uma reforma geral, sendo totalmente reconstruído e ampliado até a Praça Dr. José Garcia Coutinho. Segundo o jornal “A Folha de Pouso Alegre”, outro periódico da cidade, 90% da população eram contra a reforma e ampliação do prédio no mesmo local. Realizou-se, no entanto, um abaixo-assinado[29] que contou “com mais de 3000 assinaturas”, e que “solicitava à Administração que o Mercado continuasse no mesmo local anterior, enquanto um abaixo-assinado de 39 cidadãos solicitava a transferência do Mercado”[30]. Tendo sido aprovada pela população, a demolição do Mercado se inicia em meados da década de 70. Aquele espaço, que por muitas décadas foi o ponto de sociabilidade, se torna um espaço vazio, composto de ruínas, que por muitos anos, abrigaram diversas memórias e acontecimentos.

A busca pelo novo, pelo moderno são termos e realizações utilizados pelas classes hegemônicas e que justificaram transformações que não foram de encontro com a maioria da sociedade. Tais feitos, quaisquer que sejam os interesses dos grupos dominantes, tudo se justifica ideologicamente (FENELON, 2004, p.51).
 
Nenhum órgão impresso nessa época publicou a imagem, apagando a memória do antigo prédio, que por muito tempo fora alvo de críticas e disputas sociais. As notícias e artigos jornalísticos nesse momento apenas vão veicular informações sobre os benefícios que trariam o novo prédio, seu aspecto funcional e estético, tecendo ainda elogios à administração.

O Jornal “O Linguarudo” aponta a situação em que se encontrava o espaço em torno do Mercado, necessitando também da colaboração daqueles que habitavam ao redor. Percebemos que o periódico exalta a administração, quando se refere ao novo prédio “que será sem dúvida o mais belo do Sul de Minas”[31]. A intenção era ressaltar as grandes obras e os benefícios que o governo, submisso aos militares, realizava naquele momento. Chamava-se a atenção daqueles que residem próximo ao Mercado, “para que cooperassem para o embelezamento daquela via pública, obedecendo a Lei da Prefeitura que obriga a construção de muros e passeios”[32], encontrando uma certa resistência, pois esses habitantes “não estavam de acordo que se construísse o mercado no mesmo local, e que ali devia ser o prolongamento da Avenida Duque de Caxias”[33].

Ao ler esta matéria, notamos o apelo às pessoas residentes no entorno do Mercado, levando-nos a pensar que não seria apenas o prédio daquele Municipal que estava inadequado à estética urbana que propunha o pensamento da época, mas as propriedades daquele espaço também contribuíam para a imagem relatada pela imprensa. As famílias que ali residiam eram tradicionais, pessoas de posse, com interesses em alguns aspectos da cidade. Ao mesmo tempo em que o discurso cobra a limpeza e certo padrão estético, tais famílias não se preocupavam com o espaço em frente às suas próprias moradias, sugerindo até que se mudasse o prédio do Mercado para outro local.

A reconstrução do novo prédio fora iniciada no início da década de 70. A notícia “Mercado em Reforma” defende a sua remodelação, pois já era veiculada a situação vergonhosa em que se apresentava o local. Uma das primeiras providências tomadas fora sua transferência para o prédio dos irmãos Mariosa, “antiga Fábrica Mariosa, onde funcionará provisoriamente até que as obras de remodelação estejam completas”[34].

O espaço que abrigou os mercadores era um grande galpão localizado na Rua Doutor João Beraldo, em um lugar um pouco mais descentralizado para a época. Em situação precária, os mercadores realizavam seu comércio durante esse período. Em conversas informais com um dos comerciantes da época, a propriedade da família Mariosa era um ranchão, onde funcionava uma fábrica, e cada um dos mercadores procurou se instalar a sua maneira para ali ficar trabalhando.   

Segundo alguns jornais dessa época, a construção desse outro prédio seria um motivo de orgulho para a cidade e sua população, pois no lugar de uma simples reforma e limpeza, o prédio seria todo remodelado. Contudo, ao se resignificar aquele espaço, muitas memórias abrigadas foram apagadas. Falar dos resignificados da cidade implica estabelecer conexões variadas com a própria experiência de viver em cidades. As marcas de afetividade compõem um acervo especial aos citadinos ao longo do tempo. Lembranças, sentidos, imagens, discursos se movimentam na memória coletiva. Essas marcas indicam códigos culturais que são carregados de conflitos, de ideologia, de resistências frente às práticas políticas que resignificam as imagens na cidade, reorganizando os sentidos pela memória hegemônica.

A reforma feita no prédio do Mercado Municipal altera radicalmente a estrutura arquitetônica do espaço. O estilo do prédio passa a ter características modernas, através de um único grande arco, abandonando os traçados clássicos que o anterior possuía. Sua estrutura passa a ser de aço e sua cobertura de telha de amianto. São colocadas duas portas, sendo que sua entrada principal passa a ser voltada para a Avenida Duque de Caxias, e a segunda para a Praça Dr. Garcia Coutinho, tomando o lugar de um espaço que abrigava uma praça onde se localizava o Obelisco do Centenário da Cidade.

Com a ampliação do Mercado, o Obelisco foi demolido, gerando insatisfação de várias pessoas na cidade. Percebemos aí uma radicalização quanto à mudança do prédio, sinais de modernização do espaço. O estilo tradicional de arquitetura cedeu lugar a um modelo mais moderno e grandioso, sendo totalmente descaracterizado, mascarando assim imagens falsas de progresso. Para isso era preciso apagar aquilo que incomodava, ou seja, a imagem do antigo, do atrasado, dando lugar à imagem do moderno, sendo perceptível em vários pontos da cidade, como forma de “uma crescente disputa pela memória de (e em) vários espaços e territórios urbanos” (CAVALCANTI, 2011, p.13) pelas diferentes classes sociais. Porém, pela força do discurso dominante, a cidade vai ganhando novos traços modernos, sempre afastando aquilo que se torna um empecilho para o embelezamento progressista.

A inauguração do novo prédio se deu no dia 19 de outubro de 1970, na comemoração dos 122 anos da cidade de Pouso Alegre. Contou-se com a presença do governador do Estado Israel Pinheiro, do prefeito municipal e de autoridades locais. Em seu discurso, o prefeito Antônio Ribeiro exaltou as boas ações do sistema, além de demonstrar fidelidade ao presidente ao dizer: “somos um governo da Revolução de 64, a ela nos integramos nos seus princípios básicos, fiéis a política de integração desenvolvida pelo nosso eminente Presidente Médici”[35]. Como o Brasil estava passando pelo dito Milagre Econômico, várias construções foram realizadas no país, justamente como sinal de afirmação de um governo que perseguia e oprimia.

Em Pouso Alegre, não se veem jornais que criticam o governo, apenas os que mostram as obras e seus supostos benefícios. Como percebemos, “nestes 18 meses de governo, pela segunda vez, temos a alegria de presidir as solenidades desta magna data”[36], realizando a entrega de “10 escolas, 15 quilômetros de rede de água e 15 quilômetros de rede de esgoto e este funcional e modelar Mercado Municipal”[37]. Ao finalizar a matéria, o jornal nos apresenta os benefícios de algumas das obras empreendidas pelo governo municipal. A construção do Mercado Municipal, assim como a do Terminal Rodoviário, “carreará para o erário municipal, mais de 120.000 cruzeiros anuais”[38], caracterizando-os como empreendimentos autofinanciáveis, pois quando menos se esperar “ao findar de 36 meses, terá trazido de volta aos cofres municipais, os recursos gastos na sua remodelação e ampliação”[39].

Esse trecho do discurso do prefeito Antônio Duarte Ribeiro, publicado no Jornal “A Folha de Pouso Alegre”, tem um caráter político, de engrandecer a forma de governo na Ditadura Militar, demonstrando fidelidade ao sistema político. Na forma do uso das palavras, dá-se a ideia da entrega de grandes obras, comparando a obra do Mercado Municipal com a da Estação Rodoviária, prestando conta de valores. O majestoso Mercado é uma obra modelo, funcional e modelar, dando mais conforto àqueles que ali frequentam e trabalham.

Podemos perceber que a cidade aos poucos vai crescendo e se utilizando de artífices progressistas para delinear a imagem da modernidade. Os conflitos entre o rural e uma classe com mentalidade urbana, incluindo os políticos e a elite, se dão constantemente, com o propósito de se afastar aquilo que fere a estética do centro urbano ou que passe uma imagem atrasada para a cidade. A própria obra que descaracterizou o prédio do Mercado Municipal, justamente para limpar, não condizia com o harmônico que idealizavam para uma cidade que estava se modernizando. Mesmo tendo construído outro prédio com a intenção de limpar aquele espaço, os jornais continuam focados no problema da higiene que atinge o seu redor, chamando a atenção de fiscais da municipalidade e da vigilância sanitária.  

Referências
ARAÚJO, Alexandre de (et alii. Memórias de Pouso Alegre. Revista do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo. Pouso Alegre: Gráfica Amaral Editora, 2012.
AQUINO, Maria Aparecida. Censura, Imprensa, Estado Autoritário (1968-1978): o exercício cotidiano da dominação e da resistência. EDUSC, Bauru, SP, 1999.
BRESCIANI, Maria Stella Martins. História e historiografia das cidades, um percurso. In: Historiografia em Perspectiva. São Paulo, SP, Editora Contexto, 1998.
CANCLINI, Nestor Garcia. O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional. In: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Brasília. IPHAN, nº23.1994.
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[1]Doutoranda em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/Mestre em Ciências da Linguagem pela Universidade do Vale do Sapucaí/MG. Professora do Departamento do Curso de História na mesma universidade.
[2] Doutora em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Coordenadora do Curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí/MG.
[3] Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais no período de 2010-2011, integrante do Programa de Iniciação Científica da Universidade do Vale do Sapucaí/MG. Acadêmico do Curso de História na mesma universidade.
[4] Podemos aqui fazer algumas distinções sobre bens patrimoniais. Etimologicamente, patrimônio é algo que vem da herança do pai, riqueza. Podemos identificar como patrimônio: a vida, o corpo, a linguagem, os sonhos, as histórias, assim como a arquitetura, o artesanato, a música, a literatura etc. Podemos assim dividi-lo em duas categorias: Patrimônio Ambiental Urbano – sendo um fato social, produto de uma sociedade específica. Compreende lugares, bens imóveis, monumentos e vivências. A memória social está diretamente ligada ao patrimônio ambiental a qual se projetam as representações da cidade. Patrimônio Cultural: é a soma dos bens culturais de uma comunidade ou grupo. É o conjunto de bens culturais portadores de valores que podem ser legados às gerações futuras. Existem as seguintes categorias: a) Bens intangíveis: os que não podemos pegar – celebrações, ritos, fazeres etc; b) Bens tangíveis: bens imóveis e móveis – igrejas, casas, espaços urbano, etc. c) Bens naturais: Bens da natureza – serras, picos, parques, rios etc.
[5] O Linguarudo, Ano I, nº 51 e nº 52, 08 de outubro de 1939.
[6]  Informativo Pousoalegrense, número especial, dezembro de 1957, p. 5
[7] Idem, p. 67.
[8] Informativo Pousoalegrense, Ano II, nº IV, p.5.
[9] Idem, p. 5.
[10] Idem, p. 5.
[11] Id. p. 5.
[12] Id. p. 5.
[13] Id..p. 5.
[14] Id. p. 5.
[15] O Linguarudo, Ano XX, nº 257, p.3, 25 de dezembro de 1957.
[16] Idem, p. 3.
[17] José Antônio de Vasconcelos Costa, prefeito de Pouso Alegre, no período de 1941 a 1943. Nasceu em Sete Lagoas (MG), em 1916. Advogado e escritor, nomeado prefeito dos municípios de Pouso Alto e São Sebastião do Rio Verde, advogado da justiça militar da força Policial do Estado, consultor jurídico do Comando Geral. Nomeado prefeito de Pouso Alegre em 1941 e posteriormente removido para a prefeitura de Uberlândia.
[18] O Linguarudo, Ano XXVI, nº 449, p.4, 25 de dezembro de 1966.
[19] Jorge Antonio Andere, prefeito de Pouso Alegre nos períodos de 1959 a 1963 e de 1967 a 1969.
Nasceu em Kfour El Árabe (Líbano), em 1914, e faleceu em Pouso Alegre, em 1977. Naturalizou-se brasileiro em 1936. Contador, comerciante, proprietário de posto de combustível e representante Ford, eleito prefeito por duas vezes, tendo o segundo mandato interrompido (cassado em 1969).
[20] O Linguarudo, Ano XXVI, nº 449, p.4, 25 de dezembro de 1966.
[21] A Folha de Pouso Alegre, Ano I, nº10, p. 1, 09 de novembro de 1969.
[22] Idem, p. 1.
[23] Id. p. 1.
[24] O Jornal de Pouso Alegre, Ano I, nº 10, p.1, 9 de novembro de 1969.
[25] O Linguarudo, Ano XXIX, nº 739, capa, 30 de maio de 1970.
[26] Informativo Pousoalegrense, Ano II, nº XXIII, p.3, 25 de maio de 1958.
[27] Idem.
[28] Antônio Duarte Ribeiro, vice-prefeito de Jorge Antônio Andere, que assumiu a administração municipal em 1º de maio de 1969 em virtude da cassação do titular do cargo pelo movimento revolucionário, permanecendo até 31 de janeiro de 1971.
[29] Este abaixo assinado se encontra nos arquivos do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo.
[30] A Folha de Pouso Alegre, Ano I, nº 28, capa, 9 de maio de 1970.
[31] O Linguarudo, Ano XXIX, nº 741, p.5, 31 de agosto de 1970.
[32] Idem, p.5
[33] Id. p.5.
[34] A Folha de Pouso Alegre, Ano I, nº 28, capa, 9 de maio de 1970.
[35] Idem.
[36] Id.
[37] Id.
[38] Id.
[39] Id.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Canudos

"Uma vila que se ergue na caatinga mais calcinada e que vai além dos 30 mil habitantes, com 6.500 casas, em não mais que quatro anos. Ao ser destruída, em 1897, era o segundo ajuntamento urbano da Bahia, situado logo abaixo a Salvador, com seus 200 mil habitantes".

"O arraial organizado por Antônio Conselheiro teve apenas quatro anos de duração - de 1893 a 1897 - tendo sido destruído de forma violenta em uma guerra sangrenta - total".

*Trechos da obra: MELLO, Frederico Pernambucano de. A Guerra Total de Canudos. São Paulo: A Girafa Editora, 2007.











quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

História Univás: retrospectiva 2012

Isso é fazer História na Univás!

Iniciação Científica

Acadêmicos selecionados no PROBIC/FAPEMIG  

Paola Carli
Orientadora: Andrea Silva Domingues

Acadêmicos selecionados no PIBIC/Univás

Arthur Thales
Orientadora: Débora Raquel Hettwer Massmann

Luiz Felipe Beltrami
Orientadora: Carla Helena Fernandes

Acadêmicos selecionados no PIBIC Voluntário/Univás

Daniel Costa
Orientadora: Ana Eugênia Nunes de Andrade
Gabriel Vitale
Orientadora: Ana Eugênia Nunes de Andrade
Juliana Coutinho
Orientadora: Ana Eugênia Nunes de Andrade
Mariliza Cunha Costa
Orientadora: Elizabete Maria Espíndola
Matheus de Oliveira Floriano Barbosa
Orientador: Alexandre Carvalho de Andrade
Paulo Tadeu
Orientadora: Elizabete Maria Espíndola
Simone Costa
Orientadora: Elizabete Maria Espíndola
Thiago Mateus Ferreira
Orientador: Alexandre Carvalho de Andrade


Professora e egresso do curso de História da Univás são aprovados no Programa de Pós-Graduação da PUC-SP

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) parabeniza a professora Ana Eugênia Nunes de Andrade pela aprovação no doutorado em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e o egresso Cleyton Antônio da Costa pela aprovação no mestrado da mesma instituição.

A coordenadora do curso, professora Andréa Silva Domingues, ressalta a importância da pesquisa na graduação e incentiva a qualificação do corpo docente. "É de fundamental importância para o crescimento do curso o desenvolvimento de pesquisas históricas que focam as práticas sociais do Sul de Minas", finaliza.

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

Curso de História e Mestrado em Ciências da Linguagem da Univás participam de evento no Pará

Entre os dias 20 e 23 de novembro aconteceu, no Campus Universitário do Tocantins/Cametá da Universidade Federal do Pará (UFPA), o I Seminário de História e Educação Afro-Brasileira e Indígena e a IV Semana da Consciência Negra. A coordenadora do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), também professora do Mestrado em Ciências da Linguagem, Andrea Silva Domingues, e o egresso do curso de História da Univás, Cleyton Antonio da Costa, participaram dos eventos representando a Instituição.

O Seminário e a Semana priorizaram a discussão de temas relacionados à História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na Amazônia, dividindo experiências de ensino e pesquisa.

A abertura do evento foi feita pela professora Andrea Domingues, que participa como pesquisadora colaboradora do Grupo de Pesquisa Quilombolas e Mocambeira: História e Resistência Negra na Amazônia (GPQuimorena) da UFPA, gerando a discussão sobre a importância das Ciências da Linguagem na área de História, orientada pelo tema "Discurso, Cultura e Memória: Ações afirmativas". O objetivo foi discutir como questões afro brasileiras, indígenas e os sujeitos são interpelados pela ideologia. Andrea ainda ressaltou a importância das formações discursivas, dos discursos produzidos e das posições dos sujeitos que formam as redes de memória e filiação de sentidos.

O debate levou à reflexão em torno dos vários discursos que conduzem a diferentes práticas sociais de comunidades afro-brasileiras e indígenas no Brasil, abordando também as ações afirmativas desenvolvidas dentro do sistema de ensino.

Participaram do evento mais de 300 pessoas entre acadêmicos de graduação, professores universitários, quilombolas e representantes indígenas da comunidade Assurini do Trocara.

A Oficina de História Oral e Memória do evento foi ministrada pelo egresso do curso de História da Univás, professor Cleyton Antonio da Costa, que também debateu sobre filmes relacionados à cultura e à tradição.

Para a professora Andrea, participar de grupos de pesquisa como o GPQuimorena e de eventos como o I Seminário de História e Educação Afro-Brasileira e Indígena e a IV Semana da Consciência Negra, precisando atravessar céu, terra e água para chegar ao baixo Tocantins "é levar o Curso de História e o Mestrado Ciências da Linguagem da Univás, para além do academicismo, para prática social, pois socializamos conhecimento, aprendemos e avançamos fronteiras como nossa instituição com seu compromisso social, além do sul de Minas Gerais".

Por Izabella Campos Ocáriz
Ascom/Fuvs

Egresso do curso de História da Univás é aprovado em 1º lugar no concurso do Estado

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) está em festa. O egresso Álvaro Nonato Franco Ribeiro foi aprovado em primeiro lugar no concurso público para professores de História da Secretaria de Estado da Educação. Ele fez o concurso para Pouso Alegre.

Para a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues, a aprovação do egresso em primeiro lugar demonstra o compromisso social do curso de História em estar formando profissionais capazes de ingressarem e obterem uma carreira de sucesso, seja na área do ensino ou da pesquisa, "pois ter um egresso aprovado em primeiro lugar em um concurso disputado como o da Secretaria Estadual de Educação, é confirmar que fazer História na Univás é saber lidar com o passado, o presente , sempre preocupados com um futuro melhor", disse.

A coordenadora do curso de História da Univás parabenizou todo o corpo docente e discente, que segundo Andrea Domingues, "em vários concursos para professores ou seleções de pós-graduação vem fazendo a diferença na sociedade e elevando o nome e o compromisso de nosso curso e da Universidade", finaliza.

Egressos de História são aprovados nos mestrados da Unicamp e Univás

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) está em festa pelo ingresso no mestrado dos egressos Varlei Couto e André Silva Barbosa, que foram aprovados nos mestrados da Universidade de Campinas (Unicamp) e Univás, respectivamente.

A listagem oficial do mestrado de História da Unicamp, uma das instituições mais concorridas do país, foi divulgada na última sexta-feira, 19 de outubro, onde apontou o primeiro lugar de aprovação para o egresso de História da Univás, Varlei Couto, que desenvolve uma pesquisa sobre a prostituição em Pouso Alegre.

O egresso de História da Univás, André Silva Barbosa também teve seu nome aprovado no mestrado em Ciências da Linguagem da Univás.

Segundo a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues, as aprovações dos egressos em programas de pós-graduação de visibilidade nacional é um dos objetivos do curso de História da Universidade, "que visa trabalhar o perfil profissiográfico de seus alunos, dos quais possam desenvolver atividades além da docência, sempre interligando ensino e pesquisa, sabendo que a diferença da formação de um educador é aquele que sabe lidar além da escrita, obtendo assim o ensino e a pesquisa", comentou a professora Andrea Domingues, que apontou ainda "que os egressos do curso de História vêm executando diversas atividades de relevância na sociedade, seja como educadores, pesquisadores, consultores, agentes culturais, construindo assim uma carreira sólida, mas com responsabilidade social", completou.

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs


Professores, alunos e egressos de História participam do XVII Congresso Internacional de Historia Oral

Professores, acadêmicos e egressos do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) participaram em Buenos Aires, na Argentina, entre os días 4 e 7 de setembro, do XVII Congresso Internacional de História Oral. A Univás foi uma das instituições brasileiras que teve maior número de trabalhos inscritos para apresentação4 e publicação de pesquisas do Sul de Minas Gerais.

Todos os participantes apresentaram suas pesquisas em língua espanhola e portuguesa, além de participarem dos debates, levando o curso de História da Univás mais uma vez ao reconhecimento internacional de suas pesquisas realizadas. "No curso de História da Univás podemos avançar as fronteiras nacionais e internacionais, através de ações concretas que demonstram que fazer História na Univas é estar presente no movimento, é observar o passado, o presente e o futuro e acima de tudo ter uma postura crítica com ações positivas frente a sociedade. Como coordenadora acompanhei as pesquisas realizadas que tiveram apoio cientifico em nossa instituição ou pela Fapemig (Fundo de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais), tenho muito orgulho dos egressos, professores e alunos da História da Univás", comentou a coordenadora do curso de História, professora Andrea Silva Domingues.

Os trabalhos apresentados e publicados em artigos completos foram: Andrea Silva Domingues - Artes de la memoria: Cultura e indentidad, redescubriendo los trayectos y otras historias de la Colonia del Pulador en Anastácio - MS, Brasil. (coordenadora do curso de História da Univás) .

Marilda Laraia (professora do curso de História da Univás) e Andrea Silva Domingues (coordenadora do curso de História da Univás) - Ensenanza y memoria: La educación de jóvenes y adultos en la ciudad de Pouso Alegre-Minas Gerais, Brasil .

Bruna Fátima de Brito - Resumen: Ensenanza y Recuerdos: Ley 10639/03 En los Libros Didácticos de Historia en la ensenanzapública estatal en la cuidad de Pouso Alegre - Minas Gerais. (Acadêmica do IV período de História da Univás) .

4 Bárbara Cristine Casallechi Fonseca Simões - Cultura, Memoria y identidad: la construcción del proceso de identidad del nordestinos de la ciudad de Pouso Alegre - Minas Gerais. 4 (Acadêmica do VI período de História da Univás).

Alessandra Mara de Mello - Historias y trayectos de los caminantes "populares" en las calles de Pouso Alegre - 4 MG, Brasil. ( Egressa4 do curso de História da Univás).

Cleyton Antonio da Costa - Historia y Memoria: La fiesta de Nuestra Senora del Monte Carmelo en la Ciudad de Forest Edge -Minas Gerais. (Egresso do curso de História da Univás).

Cristiano Guerra Leal (egresso do curso de História da Univás) e José Roberto Gonçalves (pesquisador do curso de História da Univás) - La fotografía y el testimonio oral en la reconstrucción de la memoria de la escuela. El camino de la creación de Fuvs / Universidade de Pouso Alegre - MG (1964-1984).

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

Curso de História da Univás firma parceria com a Rádio Univás FM

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) firmou uma parceria com a Rádio Univás 104,5 FM, para oferecer o programa "História em Movimento". A atração será exibida diariamente em dois horários, às 10h30 e 16h30.

O projeto "História em Movimento" tem como principal objetivo proporcionar aos ouvintes da rádio parte da história, cultura e memórias do sul de Minas Gerais. "Todas as pesquisas realizadas pelos nossos egressos, acadêmicos e professores do curso de História serão narrados na Rádio Univás FM, uma possibilidade dos ouvintes conhecerem melhor a memória de nosso povo", comentou a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues.

Nesta próxima semana, de 2 a 6 de julho, às 10h30 e 16h30, o programa "História em Movimento" abordará o tema "Festa de Nossa Senhora do Rosário em Silvianópolis (MG)". "Venha conhecer um pouco mais desta tradição da nossa região na Rádio Univás FM, você é o nosso convidado para uma viagem pela história", convida a professora Andrea Domingues.

Para a editora-chefe da Rádio Univás FM, jornalista Adaysa Fernandes, a parceria estabelecida entre o curso de História e a Rádio Univás FM é de extrema importância, "pois por meio do programa História em Movimento, os ouvintes da rádio poderão conhecer mais sobre a rica história do sul de Minas Gerais e também ter acesso a produção científica produzida pelos professores e alunos do curso", salienta.

A Rádio Univás 104,5 FM, além dos transmissores pode ser acessada também pela internet no endereço eletrônico: univas.edu.br/univasfm.

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

Curso de História oferece minicurso de Análises Socioambientais

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) realizará amanhã, 23 de junho, a partir das 9h, no salão de eventos da unidade Fátima, o minicurso de "Análises Socioambientais". A palestra será conduzida pelo professor Alexandre Carvalho de Andrade.

A oficina tem como objetivo colaborar para que os participantes conheçam algumas técnicas para a realização de análises socioambientais, com as mais diversas finalidades. O minicurso será composto por três etapas em sala de aula e uma em campo.

A primeira parte será a Introdução: conceitos, objetos de pesquisa e delimitação territorial; definição de conceitos, formulação dos objetos e das finalidades da pesquisa e delimitação das unidades espaciais a serem abordadas.

No segundo momento será realizado a coleta e interpretação de indicadores socioambientais: Seleção das variáveis, fontes dos dados, temporalidade, agrupamento dos indicadores socioambientais. Interpretação dos dados, através da comparabilidade espacial e temporal, além da interação com outros procedimentos de uma pesquisa acadêmica ou trabalho técnico.

Já a terceira parte será sobre Percepção ambiental: Delimitação dos sujeitos da pesquisa, realização, aplicação e interpretação dos questionários.

A quarta parte do evento abordará aplicações práticas da análise socioambiental no município de Pouso Alegre.

E a última atividade será o levantamento de indicadores socioambientais e realização, aplicação e interpretação de questionários no município de Pouso Alegre.

Para a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues, nos dias atuais a relação entre natureza e sociedade apresenta diversas formas de abordagens, sejam elas com objetivos acadêmicos ou técnicos. "Desta maneira, a análise dos condicionantes socioambientais apresenta notável importância, especialmente por levar em conta a interação entre métodos quantitativos e qualitativos, com significativa aplicabilidade aos profissionais ligados às ciências humanas e sociais", salienta.

Professora Andrea Domingues lembra ainda que tais atividades compõe um dos compromissos sociais do Curso de História, que é socializar o conhecimento com profissionais qualificados capacitando acadêmicos e membros da sociedade.

O minicurso de "Análises Socioambientais" do curso de História da Univás é gratuito e aberto ao público e será realizado das 9h às 17h, no salão de eventos da unidade Fátima.

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

História da Univás realizará exposição sobre os trabalhos de pesquisa do curso

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) realiza a partir de hoje, 19 de junho, apresentação à comunidade das pesquisas desenvolvidas pelos acadêmicos do 7º período. Os projetos serão expostos no salão de eventos da unidade Fátima da Univás, a partir das 19h, entre os dias 19 e 21 de junho.

Hoje, 19 de junho, às 19h, será apresentado o trabalho de pesquisa denominado "José D'Ângelo Neto: religioso político ou político religioso", de autoria do acadêmico José Acácio Nunes. A partir das 19h40, a acadêmica Carolina Vitória Soares da Luz traz o tema "Práticas de lazer e sociabilidade na cidade de Paraisópolis: Divinas Rainhas, Divinos Batuques". Já às 21h, o assunto "A enchente 2000 em Pouso Alegre: a fúria das águas e os embates e tensões das enchentes no município" será discutido pelo acadêmico Juliano Benedito Finamor.

No dia 20 de junho, às 18h, o tema "Os diferentes usos sociais da Rua 13 de Maio na cidade de Santa Rita do Sapucaí" será apresentado pelo aluno Tiago Mendes Viana. Às 18h50, o acadêmico Cleyton Antônio da Costa apresenta o tema "Cultura e Memória: O festejo de Nossa Senhora do Carmo em Borda da Mata". O aluno Benedito Carlos Silva apresenta às 19h40 o tema "Rádio Paraisópolis: Uma antena de significados históricos na cidade". Às 20h45, o acadêmico Elielson Silva Amaral apresentará sobre "O primeiro quilombo do Ambrósio em Cristais (MG): Espaço de luta e resistência". Já às 21h35, a acadêmica Patrícia Aparecida Vigilato traz o tema "Discurso tecnológico e a criação do Inatel - Instituto Nacional de Telecomunicações em Santa Rita do Sapucaí (MG) entre as décadas de 1950 a 1970".

"Patrimônio e memória: o Acervo Institucional da Fuvs/Univás" será apresentado pelo acadêmico Cristiano Guerra Leal, dia 21 de junho, às 18h. O tema "História e memórias dos carreiros em Pouso Alegre" será apresentado às 18h50, pelo acadêmico Juliano de Melo Gregório. O aluno André Silva Barbosa apresentará às 19h40 o tema "A marginalização dos viventes de rua em Pouso Alegre". O tema "O usuário de crack e o espaço geográfico utilizado por ele no bairro São Geraldo na cidade de Pouso Alegre (MG)" será apresentado às 20h45, pelo acadêmico Denisley Amaral de Souza. Para encerrar as atividades, o aluno Walter Luis Barone apresentará a pesquisa "Um estudo das imagens produzidas sobre o Egito e Roma antiga na revista Viva e no livro didático".

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs
 

Curso de História da Univás participa do I Encontro Regional de Geografia Urbana e Ensino Inclusivo de Geografia na Amazônia

O curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) participa entre os dias 28 de maio e 1 de junho, do I Encontro Regional de Geografia Urbana e Ensino Inclusivo de Geografia na Amazônia, na cidade de Parintins (AM).

Representando o curso de História da Univás, o professor Alexandre Carvalho de Andrade, responsável pelos estudos geográficos do curso e integrante do Núcleo de Estudos Urbanos do Vale do Sapucaí; acompanhado de seu orientando, o acadêmico Miller Augusto Costa Araújo, apresentarão a pesquisa intitulada "Considerações a respeito do crescimento populacional e da expansão urbana em cidades médias do Sul de Minas".

Para a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues, a participação do professor e do acadêmico neste evento demonstra que o curso de História da Univás trabalha nas fronteiras da interdisciplinaridade, "pois a geografia é fundamental na compreensão da História e na formação de nossos alunos, assim fazer História na Univás é estar além do tempo e do espaço, buscando questões sociais diversas a serem analisadas", finaliza.


Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

Acadêmicos do Curso de História apresentam e publicam pesquisas no I Encontro de Pesquisa em História da UFMG

Acadêmicos do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) estiveram reunidos entre os dias 23 a 25 de maio, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para participar do I Encontro de Pesquisa em História. O evento foi organizado pelos alunos do Programa de Pós-graduação em História da UFMG.

A conferência de abertura foi ministrada pelo professor Fernando Novais, no auditório Sônia Viegas, em Belo Horizonte (MG).

O I Encontro de Pesquisa em História da UFMG teve como principal objetivo promover um diálogo aberto e democrático entre os alunos de pós-graduação e de graduação em História e áreas afins. A intenção de realizar o evento surgiu a partir da consciência das limitações do espaço dedicado aos debates entre jovens pesquisadores em muitos grandes eventos. "Foi proposto um encontro feito por e para estudantes, voltado essencialmente para a troca de experiências, informações, inquietações, o que, acreditamos, muito pode contribuir para a atividade por vezes tão solitária que é a pesquisa", comentou a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues.

O Encontro foi estruturado em torno de cinco simpósios temáticos, selecionados a partir de propostas enviadas por alunos do Programa de Pós-Graduação em História da UFMG, cujas temáticas foram abrangentes e capazes de propiciar diálogos efetivos entre os diferentes trabalhos. A modalidade principal de participação, aberta a pesquisadores com a titulação mínima de graduados e qualquer filiação institucional foi a de comunicações, com espaço para debate. Houve, ainda, sessões de apresentação de painéis de projetos de pesquisa de alunos de graduação.

De acordo com a coordenadora do curso de História da Univás, orientadora de diferentes projetos de pesquisas do Sul de Minas Gerais, Andrea Domingues, "não poderia deixar de incentivar nossos alunos a participarem deste evento, pois foi uma oportunidade de mostrarmos que a Univás na área de História produz pesquisas acadêmicas de qualidade, o nosso curso teve sua presença registradas com diferentes pesquisas realizadas pelos acadêmicos", disse.

Confira os projetos do curso de História da Univás apresentados no I Encontro de Pesquisa em História da UFMG:

1 - Memórias, vestígios e trajetórias que compõem a história de famílias cativas em Conceição dos Ouros Sul de Minas Gerais.
Aluna: Viviane Tamíris Pereira;
Orientadora: Elizabete Maria Espíndola.

2 - Histórias e Memórias: Os Carreiros em Pouso Alegre - MG
Aluna: Juliano de Melo Gregório;
Orientadora: Ana Eugênia Nunes de Andrade

3 - Experiências e Memória: Outros olhares para o festejo de Nossa Senhora do Carmo em Borda da Mata - MG
Aluno: Cleyton Antonio da Costa;
Orientadora: Andrea Silva Domingues.

4 - O Clube 28 de Setembro em Pouso Alegre: sociabilidade e resistência da cultura afrodescendente
Aluno: Jonatas Roque Ribeiro;
Orientadora: Elizabete Maria Espíndola.

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

Egresso e professora do curso de História da Univás recebem Prêmio Nacional de Pesquisa

O egresso do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Varlei Rodrigo Couto e sua professora orientadora, Elizabete Maria Espindola, foram premiados na categoria graduado, do 7º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, pelos trabalhos produzidos em redações, artigos científicos e iniciativas sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. O evento aconteceu no auditório da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em Brasília (DF), no dia 17 de maio. O trabalho apresentado pelo ex-acadêmico da Univás foi "A cidade e as mariposas: A formação do imaginário social em torno da prostituição feminina em Pouso Alegre - MG (1969-1989)".

Varlei Rodrigo, natural de Borda da Mata (MG), recebeu uma bolsa de auxilio financeiro para o mestrado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (CNPq), do Ministério da Educação (MEC) para financiar sua pesquisa, além de uma publicação do artigo no livro editado pelo evento. "Importante ressaltarmos que a Univás foi a única Universidade particular agraciada pelo prêmio desta categoria no Brasil e o egresso Varlei fez uso da tribuna para o discurso em nome de todos premiados", comenta a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues.

A sétima edição do concurso recebeu 3.965 inscrições, sendo 203 de estudantes de graduação; 218 de graduadas e graduados, especialistas e estudantes de mestrado; 122 de mestres e estudantes de doutorado; 3.376 de estudantes do ensino médio, e 46 de escolas promotoras da igualdade de gênero. A cerimônia foi conduzida pela ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, e demais representantes das instituições realizadoras do concurso: do CNPq/MCTI; do MEC e da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Domingues, esta premiação é de grande relevância para as pesquisas e para a história do sul de Minas Gerais. "Fazer História na Univás é ter a oportunidade de avançar nas diferentes áreas do saber e da profissão. É contribuir com a sociedade e com a história de nosso país. Parabenizamos esta grande conquista do nosso egresso Varlei Rodrigo e da professora Elizabete Espíndola", disse.

Em Brasília, o egresso do curso de História da Univás, Varlei Rodrigo representou os premiados na tribuna. Abaixo o discurso na íntegra.

"Nós, premiados e premiadas nas categorias de Ensino Superior, agradecemos imensamente às instituições organizadoras do Prêmio 'Construindo a Igualdade de Gênero' pela iniciativa e incentivo aos/às pesquisadores/as em Gênero.

Reconhecemos que este prêmio é de extrema importância para o nosso campo de pesquisa, mas é apenas uma pequena parte das políticas públicas para mulheres que devem ser efetivadas. Precisamos exigir que nossas pesquisas não fiquem apenas no ambiente acadêmico e que se revertam em práticas para uma verdadeira construção de igualdade de gênero.

Receber um prêmio como este é importante e um marco em nossas vidas pessoais e profissionais. Porém, é importante frisar que se precisamos que um prêmio como este exista, um prêmio que incentiva a reflexão sobre a construção da igualdade de gênero, é porque em nossa sociedade ainda não existe plenamente essa igualdade. Devemos ressaltar a presença da mulher no espaço público, masculino, tendo o seu máximo em nosso país com a eleição da presidente Dilma.

No entanto, isso não significa que agora temos uma sociedade plenamente de direitos iguais entre os gêneros. Não, nossa sociedade é extremamente machista ainda, e o machismo é um mal que destrói não só as mulheres, mas também os homens, os quais hoje estão em crise e precisam também de políticas públicas específicas. Temos importantes medidas, como por exemplo, a política nacional de atenção integral à saúde do homem, mas ainda temos um longo caminho a percorrer e o empenho e dedicação de cada um de nós, como pesquisadores e cidadãos deve ser diário.

A violência doméstica ainda é um grave problema em nosso país, onde de acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade de Vitimologia Internacional, chega a 25% o número de mulheres no país que sofrem violência e 70% das mulheres assassinadas vítimas dos próprios maridos, companheiros, ou algum homem com quem tiveram um relacionamento. A lei Maria da Penha é um passo muito importante, mas devemos fiscalizar sua devida aplicação e nesse sentido gostaríamos de ressaltar a importância da CPI que investiga a violência contra mulher.

Queremos ressaltar, ainda, que hoje, 17 de maio, é uma data muito importante para nós. É o dia Internacional de combate a Homofobia, Lesbofobia, Transfobia. Com isso, destacamos que nossas ações como pesquisadores/as não se restringem às mulheres e tentamos dar amplitude às complexas questões de gênero. Nossas ações visam, sobretudo, o combate a quaisquer desigualdades entre os gêneros.

Visam, sem dúvidas, dar visibilidade à esta temática e dizer que os estudos de gênero não é algo menor. Uma inverdade que as edições desse prêmio têm combatido, culminando com uma premiação como esta, com toda a reverência que merece para se impor no meio da Ciência com a importância e o respeito que deve ser.

Finalizamos com uma linda frase de Simone de Beauvoir que nos toca profundamente: "Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância".

O discurso do egresso da Univás também pode ser acompanhado pela rede mundial de computadores, pelo Youtube :
http://www.youtube.com/watch?v=VxNq3MllDHo&feature=relmfu

Laboratório de História Oral da Univás divulga pesquisa sobre o HCSL

O Laboratório de História Oral da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) lançou hoje em seu blog:http://laboratoriohistoriaoral.blogspot.com.br uma nova série de pesquisas realizadas pelos acadêmicos e egressos do curso de História da Univás, destaque para o trabalho intitulado "História, memória e imagens: Hospital das Clínicas Samuel Libânio de Pouso Alegre(MG)". O trabalho foi desenvolvido pelo acadêmico do curso de História da Univás, Álvaro Nonato Franco, com a orientação da coordenadora do curso de História da Univás, professora Andrea Silva Domingues.

A pesquisa sobre o HCSL teve como objetivo estudar o percurso histórico do Hospital Samuel Libânio, bem como seus significados e importância histórica como patrimônio para a cidade e seus trabalhadores durante o ano de 1975, quando a responsabilidade sobre a instituição se transfere do Estado de Minas Gerais para a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (Fuvs).

Como metodologia para essa pesquisa o acadêmico Álvaro Franco utilizou a análise e interpretação de imagens fotográficas e depoimentos orais arquivados no Acervo Institucional da Fuvs/Univás. Ainda como fontes documentais foram utilizados jornais impressos que foram encontrados no Museu Histórico Municipal Tuany Toledo.

O trabalho de interpretação dos depoimentos e imagens revelaram as impressões de quem viveu essa história, seja através da memória, ou da fotografia. A realização dessa pesquisa foi fundamental para contribuir com o diálogo da historiografia e as novas fontes, possibilitando entender as muitas memórias e outras histórias que formam o cotidiano do Hospital Samuel Libânio, bem como oportunizar e entender a cultura e a história como movimento, sempre conectando o passado ao presente. "Podemos assim compreender a relação entre a Fuvs e a Ditadura Militar, e por fim, como o Hospital das Clínicas Samuel Libânio se tornou uma referência regional na área da saúde", relatam o acadêmico Álvaro Franco e professora Andrea Domingues.

O Laboratório de História Oral da Univás tem por objetivos fornecer condições para o aprimoramento da capacitação científica no campo da História, tendo em vista preparar futuros professores e pesquisadores. Também busca enfatizar a oralidade e a imagem como fontes documentais, tendo em vista seus usos e tratamentos. Além de criar uma dinâmica para a Universidade, busca também marcar sua presença de forma crítica na sociedade local.

O Laboratório de História Oral da Univás fica localizado no prédio da unidade Fátima, na Avenida Tuany Toledo, 470 , no bairro Fátima I, em Pouso Alegre (MG). O horário de atendimento ao pesquisador é de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

A elaboração do blog é de responsabilidade da professora Ana Eugênia Nunes de Andrade. Os professores pesquisadores são: Ana Eugênia Nunes de Andrade; Andréa Silva Domingues e Juliano Hiroshi Ikeda Ishimura. Os monitores são os acadêmicos Cristiano Guerra Leal; Fernando Henrique do Vale; Luiz Felipe Beltrami Baldasso e Thiago Mateus Ferreira.

Por Lucas Silveira
Ascom/Fuvs

Acervo Institucional e curso de História renovam parceria com a ETE

Desde o ano de 2007, o curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) realiza uma parceria com a Escola Técnica de Eletrônica (ETE) de Santa Rita, por meio do Acervo Institucional da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (Fuvs) e Univás.

Este projeto foi renovado novamente neste ano, oportunizando a contratação de três estagiários do curso de História: Diane dos Santos Machado, Luís Felipe Beltrami e Paola Nery Cunha.

Durante esses cinco anos de parceria já passaram pelo projeto mais de 15 acadêmicos, sendo efetivada pela ETE como responsável pelo setor a egressa da Univás, a historiadora Talita Barreto de Oliveira.

A parceria tem como proposta a realização de consultoria e treinamento para a implantação de Acervo fotográfico (setor de guarda e conservação) e Laboratório de História Oral destinados a resgatar e organizar as memórias dos personagens indicados pela ETE, bem como implantar nas dependências da Univás um laboratório de tratamento, conservação e catalogação de fotografias e de história oral.

O projeto tem a coordenação geral da professora Andrea Silva Domingues e na execução, o professor José Roberto Gonçalves, pesquisador responsável pelos arquivos especiais do Acervo Institucional da Fuvs/Univás.

Para a professora Andrea Silva, manter a parceria ETE e Acervo Institucional Fuvs/Univás, via curso de História, foi uma das prioridades desta coordenação por acreditar que os trabalhos executados são de fundamental importância para as pesquisas históricas do sul de Minas Gerais, em especial pela busca da memória da ETE, que é uma instituição de grande importância para o nosso país.

Por Cyntia Andrade
Ascom/Fuvs

Curso de História realiza aula prática de ensino no Parque Natural de Pouso Alegre

Os acadêmicos do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) realizaram no dia 17 de março, uma "caminhada geográfica" no Parque Natural de Pouso Alegre, antigo Horto Florestal.

Os alunos discutiram questões como paisagem, meio ambiente urbano, uso dos parques e áreas verdes, turismo e recreação acompanhados e monitorados pelo professor Alexandre Carvalho de Andrade.

A aula prática foi encerrada com a participação dos acadêmicos no evento organizado pela Secretaria de Cultura de Pouso Alegre, o 1º Debate Festival da Música Livre, firmando assim a parceria do curso de História com as questões culturais de nosso município.

Segundo a coordenadora do curso, professora Andrea Domingues, a participação dos alunos nessas atividades é fundamental para que se possa ter a percepção da relação da teoria com a prática no mundo contemporâneo, além de avançar os espaços acadêmicos e relacionar-se com a comunidade, uma das grandes preocupações pedagógicas do curso.

Por Cyntia Andrade
Ascom/Fuvs

Acadêmicos de História visitam as cidades de Tiradentes e São João Del Rei

Entre os dias 31 de março e 1 de abril, mais de 50 alunos do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) participaram de uma viagem técnica às cidades de Tiradentes e São João Del Rei.
Esta viagem contou com as aulas práticas de Geografia e Prática de Ensino em História, ministradas pelo professor Alexandre Carvalho de Andrade que acompanhou os alunos e ministrou suas aulas em espaços públicos das cidades visitadas.

Os alunos puderam compreender a organização espacial das cidades, verificar os patrimônios existentes, analisar a relação entre o conjunto arquitetônico e o turismo, compreender as vantagens e desvantagens do turismo para a sociedade e o patrimônio destes locais.

"Como coordenadora do curso gostaria de parabenizar o professor Alexandre Carvalho e os alunos que participaram da viagem, pois entender os usos dos espaços e do patrimônio é fundamental, e aulas de campo como estas levam os acadêmicos a desenvolverem um senso crítico maior, além de propiciar uma integração conjunta de todas as turmas", comenta a professora Andrea Silva Domingues, coordenadora do curso de História da Univás.

Por Cyntia AndradeAscom/Fuvs


Pesquisa do curso de História é publicada em Revista do Arquivo Público de São Paulo

O artigo intitulado "Encantos e desencantos da cidade: Histórias e memórias do Mercado Municipal de Pouso Alegre/MG" produzido pela professora do curso de História da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Ana Eugênia Nunes de Andrade e pelo acadêmico Fernando Henrique do Vale foi publicado na edição nº 52, de fevereiro de 2012, da Revista online do Arquivo Público de São Paulo.

Este trabalho tem por objetivo discutir as relações de sociabilidade em torno do Mercado Municipal de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais e as políticas de urbanização no período de 1940-1970.

O Mercado Municipal, desde o fim do século XIX, é um ponto de tensões e conflitos sociais na cidade. Com o passar do tempo, desde sua fundação em 1873 até os dias atuais, sua estrutura passou por reformas, ampliações e melhoramentos pautados no ideal higienista do início da república no Brasil e nos moldes do pensamento dos governantes do regime militar de 1964.

O artigo completo pode ser acessado pelo site: www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/

Cyntia Andrade
Ascom/Fuvs